Feliz Natal e Boas Festas!!

 

 

 

 

 

Publicado em Achado | Com a tag , , , , , , , , , , , , | 28 Comentários

6 dicas para produzir uma festa de Ano Novo

ano novo - pitacos e achados

O fim de ano se aproxima trazendo consigo um sentimento de gratidão pelo que passou e expectativas pelo que está por vir. Para encerrar esse ciclo com chave de ouro e iniciar o novo ano com o pé direito, nada melhor do que uma comemoração especial. Celebrar ao lado de familiares e amigos é o desejo de todos nós, e para que esse momento seja perfeito, a festa precisa ter tudo o que a ocasião merece.

Com dicas simples, sua festa da virada pode se tornar um evento bem agradável e divertido para os seus convidados. Nesta hora, todo o detalhe faz a diferença!

1. A trilha sonora

Ser eclético no momento de escolher a trilha sonora ou a banda que irá agitar o seu Réveillon é uma boa dica. Desta forma, você não corre o risco de desagradar nenhum convidado. Obviamente, o estilo da sua festa vai direcionar muito a escolha. Se for produzir um grande evento, opte por bandas animadas, que tocam de tudo um pouco, e lembre-se de contratar uma boa acústica para o local. Já se está organizando um evento mais restrito para amigos e familiares, tome cuidado para não exagerar no volume do som.

Independente do tamanho do seu evento, existem três trilhas que não podem faltar na sua festa: a contagem regressiva, músicas clássicas de ano novo (por exemplo, Adeus ano velho, Feliz Ano Novo) e o barulho dos fogos de artifício à meia noite.

2. A decoração

Para os supersticiosos, as cores tomam um significado todo especial na virada do ano, vale a pena se informar sobre a representatividade de cada uma e abusar da criatividade. Em sua decoração, abuse do branco e de tonalidades claras para deixar o ambiente mais leve e descontraído – o branco ainda é a cor tradicional do Réveillon, por representar a paz. Velas, flores e frutas (principalmente as uvas) irão enriquecer ainda mais sua noite de ano novo por também trazerem significados especiais.

3. Sem atrasos

O horário para início do evento vai depender da animação de seus convidados. Porém, o mais comum é que as festas de ano novo só comecem de verdade após a virada do ano. Marque um horário não tão cedo, para não desanimar a galera, mas também não tão tarde para que ninguém corra o risco de passar a virada agarrado no trânsito.

Lembre-se também que no horário marcado para o início do evento, tudo já deve estar pronto e organizado. Você passará uma péssima impressão se marcar uma entrega com o fornecedor no mesmo horário em que seus convidados vão chegar. E outra coisa: peça para a banda testar os instrumentos e passar o som com, no mínimo, 1 hora de antecedência.

4. Alimentação e bebidas

Prepare o seu menu com bastante antecedência , levando em consideração o gosto e o número de convidados. Você pode usar a criatividade para elaborar os seus pratos, mas tente incluir no seu cardápio alimentos básicos da ceia de Réveillon, que também significam sorte e prosperidade – frutas, lentilhas, peixes, arroz. Outra dica é não optar por nenhuma receita que contenha carne de aves, para não desagradar convidados supersticiosos. Esta é uma festa que a maioria dos convidados costuma exagerar na bebida, por isso certifique-se que todos estão sendo bem servidos. Uma equipe de bons garçons pode valorizar muito o seu evento.

Quanto às bebidas, elas devem se adequar ao gosto dos convidados. Além daquelas mais comuns como água, cerveja e refrigerante, não pode faltar o espumante para todos os convidados brindarem a virada do ano. Outras bebidas tradicionais para o momento são os vinhos e o espumante. Só não se esqueça de que a temperatura das bebidas é mais importante que a variedade. Ninguém merece entrar o ano com bebida quente, por isso pense na sua estrutura de refrigerador antecipadamente.

5. O local

Uma dica especial se tratando de Réveillon é priorizar a facilidade de acesso ao local. Nesta celebração, é imprescindível que todos os seus convidados cheguem antes da meia noite. Imagine se eles passam a virada do ano no estacionamento, no trânsito ou dentro de um elevador lotado? Nada agradável, né?

6. Hora da virada!

Esse é o momento mais especial da noite! Deixe preparada uma mesa com as taças e o espumante. Para acompanhar a contagem regressiva, deixe a televisão ligada próximo ao momento da virada e tenha confetes e brinquedos barulhentos para distribuir aos convidados. Caso haja fogos de artifício, defina anteriormente o local onde os mesmos serão disparados para evitar acidentes e designe a tarefa para um adulto que saiba manuseá-los.

Guia prático 

  • A festa é uma sequência de ações. Se você fizer um coquetel de duas horas, depois as pessoas não jantam.
  • Comece com bebidas sem álcool: sucos, refrigerantes, águas aromatizadas e sodas italianas são ótimas opções.
  • Depois inicie as bebidas alcoólicas: pró-seco, uísque, cerveja. É sempre importante lembrar que bebidas alcoólicas devem ser servidas com comidas frias, simultaneamente. Alimentando os convidados que estão bebendo você não corre o risco de ter alguém dando vexames.
  • O ideal é que o coquetel dure uma hora, no máximo uma hora e meia. Depois sirva os quentes e salgados. Aqui entra a dica dos ‘finger foods’. Nesse meio tempo pode haver um breve discurso, se desejar.
  • Sempre proporcione um momento de música, seja DJ ou mesmo som ao vivo. Ao final, sempre sirva um doce, mesmo que seja uma trufinha. 
  • Foi-se o tempo em que pegava mal dividir as tarefas com os convidados. Não tenha vergonha de fazer uma lista de compras (com antecedência) e indique o que cada um deverá levar.
  • Considere contratar uma faxineira para ajudar a lavar a louça e limpar a casa no dia seguinte.

Dê o máximo de bem estar e conforto aos seus convidados nesta data tão especial que significa renovação. Feliz Ano Novo e mãos a obra!

Anúncios
Publicado em Dicas | Com a tag , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | 7 Comentários

Estar bem consigo mesmo é melhor do que estar bem com todo mundo

Entender que estar bem consigo mesmo é preferível a estar bem com todo mundo é um sinônimo de saúde e bem-estar. É como o aprendizado que se ganha depois de uma grande viagem onde, pouco a pouco, deixamos determinadas situações para trás para avançar leves, livres de cargas na mochila e pedras nos sapatos. É um despertar que nos permite levar a vida com mais honestidade.

No entanto, apesar de que na teoria parece fácil entender e essa ideia inclusive ofereça material suficiente para escrever mais de um livro sobre crescimento pessoal, pode-se dizer que, na prática, falhamos bastante nisso. Para entender melhor esse assunto daremos um pequeno exemplo sobre o qual refletir. Imagine que você está olhando por uma janela algo que acontece cada manhã na mesma hora. Ali está o vizinho, levando cada dia o seu pequeno vaso de planta para que receba de maneira regular a luz do sol. Ele faz isso com cuidado e absoluta dedicação: corta seus ramos, rega, coloca adubo… inclusive poderíamos dizer que ele proporciona carinho à planta.


“Quando você ama e respeita a si mesmo, a desaprovação de alguém não é nada a temer ou evitar”.
-Wayne Dyer-

É algo que chama muito a atenção por um fato em concreto. Nosso vizinho nunca pareceu um homem muito feliz, tem um trabalho do qual não gosta e é a típica pessoa que tenta agradar a todos. Sua resignada necessidade de satisfazer os outros faz dele uma marionete que é manipulada por qualquer pessoa: a família, os chefes, os amigos… Na verdade, eles puxam tanto os “fios” que eles começam a se desgastar: nosso jovem vizinho já sofreu a sua primeira ameaça de infarto.

Cada dia quando o observamos sair com o bonito e cuidado vaso de planta perguntamos por que ele não trata a si mesmo com a mesma dedicação e amor como faz com a sua pequena árvore. Estar bem consigo mesmo é algo que, sem dúvida, o vizinho deveria aprender a praticar, desistindo de algumas relações, alimentando a autoestima e procurando mais autenticidade com o fim de recuperar sua dignidade e bem-estar…

Estar bem consigo mesmo: questão de lógica e necessidade

Dizia Epiteto que “assim como quando caminhamos nós tentamos não pisar em um prego ou torcer o tornozelo, na vida deveríamos nos dirigir com a mesma atenção”, ou seja, evitando que outras pessoas nos prejudiquem, evitando incomodar os outros e nos protegendo de todo o mal. No entanto, em algumas ocasiões não fazemos isso: nos descuidamos de maneira perversa e proposital. Esquecemos que, quando uma pessoa deixa de estar bem consigo mesma para priorizar os outros, isso não é nada saudável.

Esquecemos, talvez, que tentar agradar a todos adiando as próprias necessidades não é logico nem recomendável. Assim, ao permitir que esse sacrifício nos faça sentir mal conosco por uma coisa ou outra, sentimos uma sensação de vazio, indecisão e frustração, o que é um preço extremamente alto a pagar.

Lembremos que aquilo que se cuida prospera, e o que se defende e se alimenta termina dando seus frutos. Então, algo que deveríamos refletir também é que existem momentos em que seria necessário deixar de lado os aspectos emocionais para fazer uso da razão. Separar o que sentimos e lembrar daquilo que necessitamos.

Somos conscientes de que a Inteligência Emocional tem muita influência na atualidade; no entanto, existem momentos bem concretos onde o pensamento mais lógico e racional é o que funciona melhor. A razão? É esse tipo de perspectiva mental a que mais nos incentiva a tomar decisões firmes para começar mudanças em prol do benefício próprio.

 

“Tudo vai dar certo no final. Se não deu certo, não é o fim”.
-John Lennon-

Erich Fromm dizia que as pessoas têm a sutil capacidade de viver em uma contradição constante. Isso faz com que, em algumas ocasiões, pensemos que se os outros são felizes, eu também sou feliz, que se eu digo a certa pessoa que apoio o que ela faz apesar de não ser verdade, eu vou conseguir a sua aprovação e indulgência e, consequentemente, isso vai me proporcionar bem-estar.

Dualidades semelhantes são destrutivas, são situações com um elevado custo emocional onde deveria prevalecer, antes de tudo, o sentido e a razão: se eu não gosto de algo, me afasto, se eu não concordo com alguma coisa, eu falo, se me prejudicarem, eu me defendo, se não sou feliz eu procuro conseguir isso do meu jeito.

O caminho para o bem-estar consigo mesmo

O caminho para estar bem consigo mesmo nasce do sentido de equilíbrio. Não é uma questão de praticar a autoindulgência e de nos priorizar praticamente em qualquer terreno, momento ou circunstância. O bem-estar mais saudável não deriva no narcisismo, senão na convivência saudável onde o indivíduo entende que para “ser” também precisa “deixar ser”.

Para conseguir isso, podemos refletir sobre as seguintes perspectivas. Cada uma delas requer uma adequada interiorização para poder ser integrada nas nossas vidas:

  • Autoconfiança: acreditar nos próprios recursos internos nos permite ser mais competentes na hora de tomar decisões, de avançar sabendo quem sim e quem não, o que precisamos em cada momento e como podemos alcançar esses objetivos.
  • Racionalizar os pensamentos. Quando deixamos de estar bem com nós mesmos isso se deve, quase sempre, a esse diálogo interno desgastante, crítico e negativo que constrói obstáculos para o nosso desenvolvimento pessoal. Aprendamos, portanto, a racionalizar o pensamento, a derrubar medos e a deixar de ser nossos próprios inimigos.
  • Sejamos amigos da vida: Em vez de querer ser “amigo de todo mundo”, de estar bem com todos para nos sentirmos aceitos, mudemos um pouco a perspectiva. Sejamos amigos da vida, sejamos abertos às oportunidades, ao otimismo, ao sentido da liberdade, e não ao da indulgência e da dependência alheia.
  • Descubra o potencial que existe em você: quando descobrimos nossos pontos fortes, quando aproveitamos nossas virtudes, capacidades e talentos, tudo em nós entra em harmonia. Sentimos nossa valentia para começar coisas sem depender dos outros, coisas que trazem satisfação e vão nos permitir avançar com um sentimento benigno.

Para finalizar, recordemos que ao estar bem consigo mesmo, o que o destino prepara começa a importar menos. No seu interior existe tanta energia, confiança e otimismo que nada poderá deter os seus passos. Não desperdicemos essa virtude que todos temos dentro de nós.

Fonte: amenteemaravilhosa
Anúncios
Publicado em Comportamento | Com a tag , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | 22 Comentários

20 ideias minimalistas de decoração de Natal

Você gosta do décor com poucos elementos e cores? Prefere ambientes em que predominam o branco, o preto e o cinza? E na época de Natal, passa longe dos enfeites brilhantes e das guirlandas coloridas? Se você respondeu sim a alguma dessas perguntas, saiba que é possível deixar a casa com a cara do Natal com opções que fogem do tradicional.

Separei 20 ideias entre pinheirinhos, guirlandas, luzes e enfeites diversos com um estilo mais minimalista, além de opções de decoração para a mesa da ceia e para embrulhar os presentes que são simples, mas cheias de charme. Confira:

Árvore

Para ter uma árvore de Natal minimalista, a palavra de ordem é usar poucos ou nenhum enfeite. O pinheirinho, por si só, já é considerado um adorno.

Luzes com focos bem pequenos dão um leve brilho a esta árvore.

Foto: Reprodução/Pinterest

Algumas bolas e estrelas enfeitam essa árvore que tem um formato diferente do tradicional.

Foto: Reprodução/Decouvrir Design

A árvore também pode ser pequena e ficar em cima de alguma mesa ou aparador. Neste caso, ela não tem enfeites. 

Foto: Reprodução/Pinterest

Usar apenas os ramos de uma planta em uma parede, para criar o desenho de uma árvore, também é uma opção interessante.

Foto: Reprodução/Pinterest

Confira algumas árvores de Natal diferentes aqui.

Luzes

Na decoração minimalista de Natal, as luzes aparecem de forma econômica. Poucos cordões e a presença em pequenos objetos conferem a luminosidade característica da época.

Focos transpassados pelo teto deixam o ambiente iluminado e minimalista.

Foto: Reprodução/Ariel Dearie Flowers

O ponto luminoso em uma decoração minimalista pode ser um enfeite específico, como esta estrela feita de galhos.

Foto: Reprodução/Pinterest

Criar o formato de uma árvore de natal usando os focos de luz dará luminosidade ao ambiente e deixará a decoração minimalista. 

Foto: Reprodução/A Pair and a Spare

Guirlandas

Um dos símbolos tradicionais do Natal, as guirlandas também podem estar presentes nas portas de pessoas que gostam de um estilo mais minimalista de decoração. São opções mais monocromáticas e que prezam pelo uso de ramos.

Guirlandas feitas apenas com ramos ficam lindas. 

Foto: Reprodução/My Scandinavian Home

No melhor estilo faça você mesmo: arredonde um cabide e amarre pequenos ramos para ter esta guirlanda minimalista. 

Foto: Reprodução/My Scandinavian Home

As bolas pretas e os enfeites em madeira com formas geométricas são as marcas do estilo escandinavo nesta guirlanda. 

Foto: Reprodução/Made from Scratch

Quer ver outras opções de guirlandas, de vários estilos? Então clique aqui.

Enfeites diversos

Além do pinheirinho, das luzes e das guirlandas, outros enfeites que ajudam a deixar a casa com a cara do Natal podem ganhar um estilo mais minimalista, com poucas cores e elementos.

As tradicionais meias natalinas ganham uma releitura com estas opções feitas em lã amarradas em um galho natural pregado na parede. 

Foto: Reprodução/The Merry Thought

Que tal pendurar um ramo da árvore de natal na parede, com a ajuda de um clip?

Foto: Reprodução/Residence Magazine

Pequenos enfeites de mesa, como esta árvore em madeira com uma bola pendurada, fazem toda a diferença. 

Foto: Reprodução/Homey Oh My

Arranjos também podem ter estilo minimalista, como este, feto em uma caixa de madeira com ramos, paus de canela e velas. 

Foto: Reprodução/My Scandinavian Home

Decoração da mesa

Parte importante da decoração na véspera de Natal, a mesa da ceia pode ficar com uma cara mais clean e, ainda assim, preservar as características que a diferenciam de uma mesa para uma refeição do dia a dia. Uma dica é usar pratos e guardanapos brancos ou de outras cores neutras e ramos e frutas para decorar o centro.

Espalhar ramos no meio da mesa dá todo um charme à decoração. 

Foto: Reprodução/Pinterest

Com a ajuda de ramos, castiçais e frutas frescas, a mesa fica com cara de Natal. 

Foto: Reprodução/Musings on Momentum

Nos pratos, que tal criar enfeites para indicar os lugares de cada um? Este foi feito com ramos de alecrim amarrados com barbante e uma fita com o nome. 

Foto: Reprodução/Spoon Fork Bacon

Presentes

Quer agradar ainda mais a família, os amigos ou o amigo secreto neste Natal? Que tal presentear com algo que você mesmo embrulhou? Com papel kraft, barbantes e ramos naturais, dá para fazer opções lindas de pacotes de presente.

Pacotinhos feitos com papel craft ou papel sulfite e amarrados com barbante rústico são ótimas opções para embrulhos com estilo minimalista. 

Foto: Reprodução/The Beauty Dojo

Um galho natural e um barbante rústico formam uma alternativa para as tradicionais fitas natalinas para embrulhar presentes. 

Foto: Reprodução/Pinterest

Pequenos ramos da planta de sua preferência deixam o pacote ainda mais bonito. Uma plaquinha com o nome de quem deu o presente pode completar. 

reproducao-these-four-walls-blog-embrulho-minimalista-presente-natal

Foto: Reprodução/These Four Walls Blog

Fonte: GazetadoPovo

Pitaco: É possível decorar sem exageros, isso não é nenhuma novidade! Há ainda quem diga que a decoração minimalista é algo vazio e frio. Particularmente, vejo como “algo com muito sentido sendo transmitido através de pequenas coisas”.

Anúncios
Publicado em Achado, Diy | Com a tag , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | 22 Comentários

Os riscos de silenciar as emoções

Os riscos de silenciar as emoções - blog pitacos e achados

“Quem engole muito no final se afoga”, diz um velho ditado que provavelmente você já ouviu em algum momento.

Freud também nos advertiu sobre os perigos de silenciar os sentimentos dizendo: “As emoções reprimidas nunca morrem. São enterradas vivas e saem mais tarde da pior forma”.

Na verdade, às vezes, a sabedoria popular encontra um apoio na ciência. Em certos casos, reprimir nossos sentimentos e pensamentos, por medo de ofender outros ou ser vulneráveis, podem acabar causando danos a nós mesmos. As emoções que se acumulam prejudicam-nos em silêncio, tornam-se fantasmas que danificam nosso corpo e nossa mente.

Se você não expressar o que sente, não poderá se defender

Se você não expressar seu desconforto, é provável que a pessoa que está machucando você não esteja plenamente consciente das consequências de suas palavras ou atitudes sobre você. Muitas vezes esperamos que os outros percebem o que estamos passando, que adivinhem nossos sentimentos e pensamentos.

Aqueles ao nosso redor não são adivinhadores, embora seja verdade que eles possam perceber algumas coisas, às vezes estão muito ocupados para notar o impacto negativo que suas palavras ou comportamentos têm. Portanto, cabe a nós observar que eles estão nos causando mal. Devemos encontrar um equilíbrio entre os momentos em que é mais sensato calar-se e aqueles em que é necessário falar para defender nossas necessidades e proteger o nosso equilíbrio emocional.

Emoções reprimidas tornam-se problemas psicossomáticos

A mente e o corpo formam uma unidade, por isso não é estranho que emoções e sentimentos reprimidos acabem se expressando por problemas psicossomáticos.

Um estudo muito interessante realizado na Universidade de Aalto revelou que emoções diferentes afetam nosso corpo, gerando diferentes reações. A raiva contida, por exemplo, tem sido associada com o dobro do risco de sofrer um ataque cardíaco, o que não é estranho, porque se você olhar a figura abaixo, você pode ver que as manifestações de raiva se concentram na parte superior do corpo.

 

Também é sabido que o estresse desencadeia a produção de cortisol, um hormônio que gera processos inflamatórios que são muito prejudiciais para as células do nosso corpo e que estão na base de doenças tão graves como o câncer.

Na verdade, um estudo clássico realizado na Universidade de Stanford revelou que as pessoas com tendência a reprimir suas emoções, classificadas como “personalidades repressivas”, reagem com uma maior ativação fisiológica em situações desafiadoras do que pessoas que sofrem de ansiedade.

Em geral, as pessoas com tendência a silenciar seus sentimentos têm maior risco de surgirem sob a forma de sintomas psicossomáticos, que vão desde tensões musculares e dores de cabeça até problemas gastrointestinais, doenças dermatológicas. Quando a pessoa reprime tende a prejudicar a saúde.

Alívio emocional: expressar seus sentimentos é fundamental para o seu bem-estar

Durante muito tempo, foi considerado de mau gosto falar das emoções. Na verdade, quando crianças nos ensinaram que não devemos chorar ou ficar com raiva. Como resultado, muitos adultos nunca aprenderam a gerir de forma assertiva seus estados emocionais, eles simplesmente os reprimem.

Os neurocientistas da Universidade de Wisconsin após analisarem os cérebros de pacientes que desenvolveram uma “personalidade repressiva” concluiram que os mesmos funcionam de maneira relativamente diferente.

Na prática, mensagens perturbadoras levam muito mais tempo para passar de um hemisfério do cérebro para o outro. No entanto, o mesmo não ocorre com mensagens neutras ou positivas, que indica que é uma reação aprendida ao longo do tempo.

No entanto, o alívio emocional é fundamental para o nosso bem-estar psicológico e físico. Falar sobre como nos sentimos ou como os outros nos fazem sentir, sem medo, nos permitirá desenvolver relacionamentos interpessoais mais maduros e autênticos, enquanto nos ajudam a estabelecer limites saudáveis.

Limites saudáveis, como alcançá-los?

1. Esteja atento às suas emoções e à sua causa.

Se uma pessoa sempre reprimiu suas emoções, é provável que seja difícil para elas mergulhar nelas. Mesmo assim, é essencial que você aprenda a identificar o que sente, saiba diferenciar a raiva do ressentimento, por exemplo, e consiga detectar o que te faz sentir dessa maneira.

É um exercício profundo de autoconhecimento para o qual você precisa expandir seu vocabulário emocional através desta lista de emoções e sentimentos.

2. Determine um limite.

Os limites não são negativos, pelo contrário, porque permitem que outras pessoas saibam até onde podem ir. Se você não coloca limites em suas relações interpessoais, provavelmente que outros acabem aproveitando da sua gentileza ou sua capacidade de apoiar tudo sem dizer nada, apertando a corda cada vez mais. É importante que esses limites garantam a satisfação de suas necessidades.

3. Dizer o que você acha sem precisar prejudicar os outros.

Defender seus direitos não implica prejudicar os outros. Você não precisa se tornar um “kamikaze” da verdade, mas fisicamente, ficar aguentando a crítica insalubre e os ataques de pessoas tóxicas só vão prejudicá-lo. O ideal é que você aprenda a dizer o que você pensa e sente em relação ao outro, mas assumindo uma posição firme.

4. Procure uma maneira assertiva de alívio emocional.

Você nem sempre pode dizer aos outros o que sente. No entanto, isso não significa que você deve silenciar essas emoções. Você pode dar uma saída através de técnicas como a cadeira vazia, na qual você imagina que a pessoa com a qual quer conversar está bem à sua frente.

No entanto, tenha cuidado porque os psicólogos da Universidade Estadual de Iowa descobriram que algumas maneiras de ventilar emoções podem ter o efeito oposto, o que faz você se sentir pior. A chave está em encontrar a maneira de praticar o alívio emocional de uma maneira que lhe permita recuperar o equilíbrio perdido, escapando do controle exercido por essas emoções do seu inconsciente.

Traduzido e adaptado pela Equipe Revista Bem Mais Mulher
Fonte: Rincon Psicologia

Pitaco: Não tenha medo de escutar sua própria voz, e muito menos que os outros também o façam. É algo tão necessário como respirar, como comer, dormir. A comunicação emocional é ideal para o nosso dia a dia, para estabelecer relações mais saudáveis com os demais e, logicamente, com nós mesmos. Pratique-o com sabedoria, cuide de si mesmo.

Anúncios
Publicado em Comportamento | Com a tag , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | 26 Comentários