Ereção ao acordar: o que ela revela sobre a saúde sexual masculina?

Apesar de comuns, as ereções matinais não devem ser analisadas isoladamente. Mudanças persistentes no padrão podem indicar a necessidade de avaliação urológica.

A ausência de ereções ao acordar pode chamar a atenção, mas não deve ser interpretada isoladamente como sinal de disfunção erétil. Embora as chamadas ereções matinais sejam comuns e estejam relacionadas ao funcionamento dos mecanismos fisiológicos da ereção, elas podem ocorrer em diferentes momentos durante a noite e não necessariamente estarão presentes no momento do despertar. Segundo o urologista Dr. Paulo Egydio, mudanças persistentes no padrão, principalmente quando acompanhadas de dificuldade recorrente para obter ou manter uma ereção durante a atividade sexual, merecem avaliação médica.

“Essas ereções podem acontecer em diferentes momentos da noite, especialmente durante a fase REM, etapa do sono em que ocorrem os sonhos mais intensos e há maior atividade cerebral. Por isso, não acordar com uma ereção todos os dias não significa que exista algum problema”, explica o urologista. Durante o sono, as ereções acontecem de maneira involuntária, sem depender necessariamente de desejo sexual ou de sonhos eróticos.

A atividade do sistema nervoso durante determinadas fases do sono favorece o relaxamento da musculatura dos corpos cavernosos do pênis, permitindo a dilatação dos vasos e o aumento do fluxo sanguíneo. “Não existe uma quantidade que cada homem precise atingir. Além disso, só é possível perceber uma ereção se o despertar acontecer enquanto ela ainda está presente”, afirma o especialista.

Quando a mudança merece atenção?

A ausência ocasional de ereção ao acordar não é motivo de preocupação. O sinal de alerta é principalmente uma mudança persistente no padrão, sobretudo quando acompanhada de dificuldade recorrente para obter ou manter uma ereção durante a atividade sexual.

A qualidade do sono também pode interferir. Noites mal dormidas, sono fragmentado, estresse e ansiedade podem alterar os ciclos do sono e, consequentemente, a ocorrência ou a percepção das ereções noturnas. Alguns medicamentos também podem influenciar o sono ou a resposta erétil.

Além disso, a frequência e a rigidez das ereções percebidas ao despertar podem diminuir naturalmente com o envelhecimento. Ainda assim, a idade não deve ser utilizada isoladamente para explicar alterações persistentes na função erétil.

“Mais importante do que observar se o homem acorda ou não com uma ereção é entender como está a função erétil como um todo. Se houver uma mudança persistente ou dificuldade durante as relações sexuais, é importante investigar”, orienta Dr. Paulo.

Na avaliação urológica, o médico considera o histórico clínico e sexual, o momento em que a dificuldade começou, a ocorrência de ereções em diferentes situações, os medicamentos utilizados, a qualidade do sono, a saúde emocional e possíveis fatores de risco. Dessa forma, a investigação não se limita à presença ou à ausência de ereção ao acordar, mas busca entender o funcionamento sexual do paciente de maneira mais ampla.

“Uma causa física e uma causa emocional não são necessariamente excludentes. Ansiedade, estresse e contexto do relacionamento podem coexistir com alterações vasculares ou outras condições. Por isso, cada caso precisa ser avaliado individualmente”, explica o urologista.

Por Karolyne Antunes

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Ter banda larga não garante bom Wi-Fi: entenda o que afeta o sinal dentro de casa

Dados da Anatel mostram que só o Sudeste concentra 28,8 milhões de conexões de banda larga fixa; posição do roteador, paredes e distância dos dispositivos podem comprometer a qualidade do Wi-Fi

O Sudeste concentrava 28,8 milhões de acessos de banda larga fixa no segundo trimestre de 2026, quase metade do total registrado no Brasil. O país somava 58,3 milhões de conexões no período, das quais 11,4 milhões estavam no Sul e 10,1 milhões no Nordeste. Os números da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), compilados pelo portal Teleco, mostram a distribuição regional dos acessos à internet fixa.

Ter uma conexão de banda larga, porém, não significa que o sinal de Wi-Fi terá a mesma qualidade em todos os ambientes. Em casa, a experiência de navegação também depende de fatores como a posição do roteador, as características da construção e a distância entre o equipamento e os dispositivos conectados.

Essas diferenças ajudam a explicar por que uma chamada de vídeo pode funcionar bem na sala, mas apresentar instabilidade no quarto, ou por que o download de um arquivo demora mais em determinado cômodo. Antes de trocar de plano ou investir em novos equipamentos, vale entender o que interfere na distribuição do sinal e como avaliar o desempenho da conexão.

Por que o Wi-Fi funciona melhor em alguns cômodos do que em outros?

O sinal sem fio perde intensidade à medida que se afasta do roteador e encontra obstáculos. Paredes, lajes e determinados materiais de construção podem dificultar a propagação das ondas, enquanto a presença de outras redes e equipamentos eletrônicos pode contribuir para interferências.

A posição do roteador também faz diferença. Quando instalado em uma extremidade da residência, dentro de um armário ou próximo ao chão, o equipamento pode distribuir o sinal de maneira menos favorável para os demais ambientes.

Em geral, uma posição central, elevada e aberta tende a favorecer a cobertura. Ainda assim, não existe uma configuração universal: o tamanho do imóvel, a quantidade de pavimentos e os materiais utilizados na construção influenciam o resultado.

Onde colocar o roteador para ter sinal em mais ambientes?

A escolha do local depende tanto da estrutura da residência quanto dos pontos em que a internet é mais utilizada. Em um imóvel pequeno, uma posição central pode ser suficiente para distribuir o sinal. Em casas maiores ou com vários pavimentos, a cobertura pode exigir uma análise mais cuidadosa.

Uma maneira de avaliar as possibilidades é comparar diferentes posições do equipamento e observar como os obstáculos interferem no alcance. Simuladores de cobertura permitem inserir informações sobre a planta do imóvel e estimar a distribuição do sinal em diferentes configurações.

Como verificar se a internet está funcionando na velocidade esperada?

Quando a conexão fica lenta, uma das primeiras dúvidas é se a velocidade entregue corresponde à esperada. A medição pode ajudar nessa avaliação, mas o resultado depende das condições do teste, do aparelho utilizado e da forma como ele está conectado à rede.

Um teste de velocidade permite verificar indicadores como download, que corresponde ao recebimento de dados, e upload, relacionado ao envio de arquivos. Algumas ferramentas também informam a latência, que mede o tempo de resposta da conexão.

Para comparar os resultados, vale repetir as medições em diferentes horários e ambientes. Se possível, realizar um teste com o computador conectado diretamente ao roteador por cabo de rede ajuda a distinguir limitações do Wi-Fi de possíveis problemas na conexão de banda larga.

Uma medição isolada não determina, por si só, a causa da lentidão. A quantidade de dispositivos conectados, as condições da rede e o desempenho do aparelho também podem influenciar o resultado.

Wi-Fi de 2,4 GHz ou 5 GHz: qual é a diferença?

As faixas de frequência mais comuns em roteadores domésticos têm características distintas. A rede de 2,4 GHz costuma alcançar distâncias maiores e atravessar obstáculos com mais facilidade, mas pode estar mais sujeita a interferências de outras redes e equipamentos.

A faixa de 5 GHz, por sua vez, pode oferecer velocidades mais altas em condições favoráveis, especialmente quando o dispositivo está próximo do roteador. Em contrapartida, o sinal tende a perder intensidade mais rapidamente com a distância e a presença de obstáculos.

A escolha depende do ambiente, do aparelho e da atividade realizada. Para dispositivos próximos ao roteador, a faixa de 5 GHz pode favorecer tarefas que exigem mais velocidade. Em locais mais distantes, a rede de 2,4 GHz pode oferecer cobertura mais ampla, embora isso não garanta melhor desempenho em todas as situações.

Também é importante verificar se o roteador e os dispositivos são compatíveis com as faixas disponíveis. Nem todo aparelho oferece suporte às mesmas tecnologias, o que pode limitar as opções de conexão.

Quando um repetidor ou sistema Mesh pode ajudar?

Se o sinal funciona bem perto do roteador, mas perde força em outros ambientes, ampliar a cobertura pode ser uma alternativa. Antes de adquirir novos equipamentos, porém, vale testar mudanças na posição do roteador e verificar se os obstáculos físicos explicam a diferença de desempenho.

Os repetidores recebem o sinal existente e o retransmitem para outras áreas. Já os sistemas Wi-Fi Mesh utilizam pontos de acesso interligados para distribuir a conexão pela residência. A escolha depende do tamanho do imóvel, da disposição dos cômodos e das necessidades de uso.

Se a lentidão também ocorrer perto do roteador ou em uma conexão cabeada, o problema pode não estar restrito à cobertura sem fio. Nesse caso, comparar medições, verificar o equipamento e, quando necessário, entrar em contato com a operadora são medidas que ajudam a investigar a origem da dificuldade.

Entender como a rede se comporta em diferentes ambientes permite avaliar melhor as alternativas antes de contratar um plano mais rápido ou investir em equipamentos adicionais.

Por: Alcindo Batista

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Outubro Rosa: especialista explica os caminhos da recuperação após o câncer de mama

Reconstrução mamária após o câncer de mama e recuperação da autoestima feminina.

Mais do que reconstituir a forma da mama, a reconstrução mamária é um direito da paciente e uma etapa importante na recuperação após o câncer de mama, com diferentes técnicas, momentos de realização e cuidados que podem influenciar diretamente a qualidade de vida e a autoestima da mulher

O Outubro Rosa é um momento importante para reforçar a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, mas a atenção à saúde da mulher não termina com a identificação da doença. Depois do diagnóstico, há um percurso que pode envolver cirurgia, tratamentos complementares, acompanhamento médico, recuperação física e adaptação emocional.

O câncer de mama continua sendo o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres brasileiras quando são desconsiderados os tumores de pele não melanoma. Para cada ano do triênio 2026 a 2028, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 78.610 novos casos da doença no Brasil.

Nesse cenário, falar sobre o que acontece após o tratamento também faz parte da conscientização. Quando uma mastectomia parcial ou total modifica o formato da mama, a reconstrução pode fazer parte do cuidado, seja realizada junto à cirurgia oncológica, seja posteriormente. O procedimento não devolve exatamente a mama natural, mas busca restaurar sua forma e proporcionar melhores condições de bem-estar e qualidade de vida.

Para quem é indicada a reconstrução de mama

A indicação deve ser individualizada, considerando as consequências da cirurgia anterior, as condições clínicas, as características dos tecidos e o planejamento do tratamento. O tipo de intervenção também varia de acordo com o volume e a localização dos tecidos retirados, além das necessidades e expectativas de cada paciente.

Sequelas após mastectomia parcial ou total por câncer de mama

A retirada de parte ou de toda a mama pode provocar alterações de volume, formato e simetria. Nesses casos, a reconstrução busca restaurar o contorno mamário utilizando técnicas definidas conforme as condições da pele e dos músculos, o formato do tórax, a mama contralateral e a eventual necessidade de tratamentos complementares, como a radioterapia.

O planejamento pode envolver implantes, expansores de tecido ou técnicas que utilizam tecidos da própria paciente. Em algumas situações, mais de uma abordagem pode ser combinada para alcançar o resultado planejado.

Outras causas: doença benigna, má-formação, queimadura, infecção e trauma

Embora a reconstrução seja frequentemente associada ao tratamento do câncer, procedimentos reconstrutores também podem ser empregados diante de outras alterações que comprometam a anatomia mamária. Traumas, queimaduras e determinados problemas congênitos ou adquiridos podem exigir avaliação reparadora.

Cada situação apresenta características próprias. Por isso, a escolha da técnica depende de exame clínico e de uma análise cuidadosa dos tecidos disponíveis, das cicatrizes existentes e das condições gerais de saúde.

Quando deve ser feita a reconstrução mamária

Não existe um único momento adequado para todas as pacientes. A reconstrução pode ser imediata ou tardia, e essa decisão precisa estar integrada ao planejamento oncológico. Tipo e estágio da doença, condições clínicas, necessidade de radioterapia e características individuais podem influenciar a escolha.

A cirurgia de reconstrução das mamas pode ser realizada de forma imediata ou tardia e por diferentes técnicas, sempre a partir de avaliação especializada e de um planejamento voltado à recuperação da paciente, à qualidade de vida e à retomada de sua relação com o próprio corpo.

Reconstrução imediata: no mesmo ato da cirurgia oncológica

Na reconstrução imediata, o procedimento começa no mesmo ato cirúrgico da retirada parcial ou total da mama. Dessa forma, o mastologista conduz a etapa relacionada ao tratamento oncológico e o cirurgião plástico realiza a parte reconstrutora.

“Sempre que possível indicamos a reconstrução imediata, ou seja, a paciente é submetida ao tratamento cirúrgico oncológico e já sai com pelo menos uma fase da reconstrução. O mastologista realiza a parte cirúrgica oncológica e o cirurgião plástico realiza a reconstrução. Quando não for possível a reconstrução da mama de forma imediata, a reconstrução tardia também tem grande sucesso”, explica o Dr. André Araújo, cirurgião plástico com experiência em reconstrução de mama imediata e tardia.

Mesmo quando iniciada junto à cirurgia oncológica, a reconstrução nem sempre é concluída em um único procedimento. Dependendo da técnica e das necessidades da paciente, outras etapas podem ser programadas posteriormente.

Reconstrução tardia: após o tratamento do câncer

Quando as condições clínicas ou o próprio planejamento oncológico não permitem a intervenção imediata, a reconstrução pode ser realizada posteriormente. O intervalo possibilita concluir tratamentos indicados e avaliar novamente os tecidos e as condições da paciente antes da operação.

Isso não significa que a oportunidade de reconstrução tenha sido perdida. A modalidade tardia faz parte das possibilidades de tratamento e deve ser discutida individualmente com as equipes envolvidas.

Como é a recuperação após a reconstrução de mama

A recuperação depende diretamente da extensão da cirurgia e da técnica escolhida. Procedimentos com implantes ou expansores apresentam características diferentes daqueles que utilizam retalhos de tecidos da própria paciente, por exemplo. Por isso, prazos devem ser entendidos como referências e não como regras universais.

Tempo de internação e restrição de esforço

De acordo com informações disponibilizadas pelo Dr. André Araújo, procedimentos com próteses ou expansores podem exigir cerca de um dia de internação em determinados casos. Reconstruções com retalho abdominal são operações de maior porte e podem demandar período hospitalar e restrição física mais prolongados.

O retorno às atividades deve respeitar a evolução individual e a liberação da equipe médica, especialmente para exercícios, movimentos amplos dos braços e esforços que possam interferir na cicatrização.

Cuidados no pós-operatório

Acompanhamento médico, uso correto das medicações prescritas e atenção às orientações sobre curativos, movimentação e esforço físico são fundamentais nessa fase. Também é importante comparecer às consultas de revisão, que permitem acompanhar a cicatrização, posicionamento dos tecidos e evolução do resultado.

Dor e desconforto podem ocorrer, variando conforme o porte da operação e a resposta individual. A intensidade dos sintomas e seu tratamento devem ser discutidos com a equipe responsável.

O que esperar em cada fase: imediato, mediato e tardio

A aparência das cicatrizes também muda ao longo do tempo. Nas primeiras semanas, elas ainda estão no início do processo de reparação. Nos meses seguintes, podem ocorrer alterações de espessura e coloração antes de um clareamento progressivo. Por esse motivo, o resultado definitivo não deve ser avaliado precocemente.

A reconstrução também pode envolver etapas posteriores para ajustes de simetria ou reconstrução da aréola e do mamilo, conforme a necessidade de cada caso.

Recuperação emocional e autoestima

O período posterior ao tratamento do câncer envolve mudanças que ultrapassam a dimensão física. A relação com o próprio corpo, a rotina familiar, a sexualidade e o retorno à vida social ou profissional podem ser atravessados por sentimentos distintos em cada mulher.

Apoio psicológico e rede de suporte no pós-operatório

A reconstrução pode contribuir para a percepção corporal e a autoestima, mas não deve ser entendida como uma solução isolada para todos os aspectos emocionais relacionados ao câncer.

Apoio psicológico, acompanhamento multiprofissional e uma rede de pessoas de confiança podem ser importantes durante a recuperação. Respeitar o tempo e as escolhas da paciente também faz parte desse processo.

Direitos da paciente e dúvidas frequentes

Ter informação sobre as possibilidades disponíveis ajuda a paciente a participar das decisões relacionadas ao próprio tratamento. Isso inclui compreender quando a reconstrução pode ser realizada, quais técnicas podem ser consideradas e quais etapas poderão ser necessárias.

Lei da Reconstrução Mamária

No Brasil, a Lei nº 9.797/1999 assegura, no âmbito do Sistema Único de Saúde, a cirurgia plástica reconstrutiva da mama nos casos de mutilação decorrente do tratamento do câncer. Em 2013, a Lei nº 12.802 determinou que, quando existirem condições técnicas, a reconstrução seja realizada no mesmo tempo cirúrgico. Quando isso não for possível, a paciente deve ser acompanhada e ter o procedimento assegurado após alcançar as condições clínicas necessárias.

Perguntas frequentes: dor, anestesia e etapas da reconstrução

Dúvidas sobre dor, anestesia e quantidade de procedimentos são frequentes. A técnica anestésica depende do tipo de operação e das condições clínicas, enquanto o número de etapas varia conforme o planejamento de cada caso. Algumas reconstruções podem exigir procedimentos posteriores para aperfeiçoar simetria, formato ou reconstruir estruturas como mamilo e aréola.

Mais do que uma decisão estética, a reconstrução integra um processo amplo de recuperação e deve ser discutida entre paciente, mastologista, oncologista e cirurgião plástico, considerando segurança, tratamento oncológico, expectativas e necessidades individuais.

Por Milena Rodrigues

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Como transformar o quarto de criança para um adolescente

Deixar o quarto do adolescente com a personalidade dele também é uma forma de cuidado.

Durante a adolescência, é natural que a decoração infantil e parte dos brinquedos deixem de combinar com os novos interesses. O quarto passa a ser visto como um espaço de privacidade, convivência, estudo e expressão pessoal, no qual pôsteres, fotografias, objetos afetivos e até a roupa de cama ajudam a contar quem vive ali.

Essa transição não exige necessariamente uma grande reforma. Algumas mudanças na pintura, na disposição dos móveis e nos elementos decorativos podem renovar o ambiente sem elevar muito os custos. O mais importante é incluir o adolescente nas escolhas, entender suas necessidades e criar uma base que possa acompanhar as próximas fases.

Comece pelo básico

Antes de escolher objetos decorativos, vale observar a estrutura do quarto. Paredes, móveis, iluminação natural e espaço de circulação formam a base do projeto. Quando esses elementos são versáteis, pequenas trocas futuras podem atualizar o ambiente sem exigir uma nova reforma.

Também é recomendável definir um orçamento e estabelecer prioridades. Uma conversa simples ajuda a separar o que precisa ser substituído do que pode ser pintado, reaproveitado ou usado de outra maneira.

Pintura

A troca da cor das paredes costuma produzir uma das mudanças mais visíveis. Tons neutros, como branco, bege, cinza-claro ou variações suaves de azul e verde, funcionam como uma base flexível e permitem alterar a decoração com maior facilidade.

Isso não significa que o quarto precisa perder a personalidade. Uma parede pode receber uma cor mais marcante, papel de parede ou uma pintura geométrica. Outra possibilidade é reservar uma área para fotografias, pôsteres e quadros, deixando que esses elementos tragam cor ao ambiente.

Móveis

Móveis soltos costumam ser mais fáceis de reposicionar do que estruturas planejadas e fixas. Essa flexibilidade é útil porque os interesses e a rotina podem mudar rapidamente durante a adolescência. Uma estante que hoje guarda livros, por exemplo, pode futuramente acomodar equipamentos eletrônicos ou materiais de trabalho.

Além disso, camas com baú ou gavetas, mesas com nichos e bancos com compartimento interno ajudam a guardar roupas, materiais escolares e objetos de uso menos frequente.

Reaproveitar móveis existentes é outra alternativa. Uma cômoda infantil pode ganhar novos puxadores e pintura, enquanto uma antiga caixa de brinquedos pode ser transformada em banco ou baú. A preferência por peças versáteis também facilita futuras mudanças na decoração.

Roupas de cama, cortinas e tapetes

Tecidos são capazes de mudar a aparência do quarto sem obras. Uma nova roupa de cama, cortina ou capa de almofada pode introduzir cores e referências ligadas aos gostos do adolescente, como música, esportes, cinema ou jogos.

Quando paredes e móveis seguem uma base neutra, esses itens podem receber tonalidades mais fortes. Como são fáceis de trocar, permitem atualizar o ambiente conforme os interesses mudam. Ainda assim, é interessante evitar o excesso de estampas diferentes, que pode deixar o espaço visualmente carregado.

As cortinas devem equilibrar a privacidade e a entrada de luz. Já os tapetes precisam ser escolhidos conforme a facilidade de limpeza e a circulação, evitando modelos que escorreguem ou dificultem a abertura de portas e gavetas.

Decoração com identidade e funcionalidade

A decoração é a parte em que o adolescente pode participar com maior liberdade. Mais do que seguir uma tendência, o quarto deve representar seus gostos e oferecer conforto para as atividades realizadas diariamente.

Os responsáveis podem ajudar com questões de segurança, orçamento e conservação, mas não precisam controlar todas as decisões estéticas. Quando existe diálogo, o resultado tende a ser mais acolhedor e duradouro.

Iluminação

Além da luz central, o quarto pode receber pontos de iluminação voltados a diferentes usos. Abajures e luminárias ajudam na leitura, enquanto uma luz indireta torna os momentos de descanso mais agradáveis.

Fitas de LED coloridas são populares entre adolescentes e podem ser instaladas em prateleiras, cabeceiras ou atrás da mesa. Também é importante aproveitar a luz natural. Sempre que possível, a escrivaninha pode ficar próxima à janela, desde que o sol não incida diretamente sobre telas e materiais de estudo durante longos períodos.

Dê liberdade criativa

Pôsteres, quadros, fotografias com amigos, discos, livros e objetos colecionáveis tornam o espaço mais pessoal. Painéis de cortiça, grades metálicas e varais de fotos permitem organizar essas referências sem ocupar todos os móveis.

Para evitar danos nas paredes, podem ser usados suportes removíveis adequados ao peso de cada peça. Outra opção é reservar uma parede específica para adesivos, fotografias e colagens, criando um espaço que possa mudar ao longo do tempo.

Crie um espaço para estudo

Com o aumento das atividades escolares, o quarto frequentemente também se transforma em local de estudo. Uma escrivaninha com tamanho adequado, cadeira confortável e iluminação direcionada ajuda a tornar essa rotina mais funcional.

Quando não houver espaço para uma mesa grande, uma bancada estreita ou dobrável pode atender à necessidade. O importante é preservar uma superfície livre para escrever e apoiar o computador, sem misturar constantemente materiais escolares com roupas e objetos pessoais.

Abra espaço para o novo

Transformar o quarto também significa decidir o que continuará no ambiente. Essa etapa pode despertar apego, já que muitos brinquedos, móveis e objetos carregam lembranças da infância. Por isso, a seleção deve ser feita com calma e com a participação do adolescente.

Em vez de retirar tudo sem consultar quem usa o quarto, a família pode dividir os itens em categorias: permanecer no ambiente, ser usado em outro cômodo, doar, descartar ou guardar para o futuro.

Doação e descarte

Brinquedos, livros e roupas em boas condições podem ser doados, mas a escolha deve envolver o adolescente. Participar dessa decisão ajuda a compreender por que alguns objetos não fazem mais parte da rotina e como eles podem ser úteis para outras pessoas.

Itens quebrados precisam ser avaliados antes do descarte. Materiais eletrônicos, pilhas e baterias não devem seguir para o lixo comum, enquanto brinquedos incompletos ou danificados podem não estar adequados para doação.

O processo não precisa acontecer em um único dia. Separar poucos grupos por vez reduz o cansaço e evita decisões impulsivas sobre objetos com valor afetivo.

Veja o que vale a pena guardar

Nem tudo o que sai do quarto precisa ser descartado. Brinquedos marcantes, desenhos, coleções, fotografias e móveis que poderão ser reutilizados por irmãos ou familiares podem ser preservados.

A transformação funciona melhor quando combina personalidade, conforto e praticidade. Ao participar das escolhas, o adolescente desenvolve autonomia e passa a cuidar de um espaço que representa seus interesses, sem que a família precise substituir tudo a cada nova preferência.

Quando os objetos afetivos ou móveis reaproveitáveis não cabem mais em casa, um espaço externo de guarda-móveis pode ajudar a preservar esses itens e liberar espaço para a nova fase, desde que sejam avaliadas as condições de segurança, conservação e acesso oferecidas pelo local.

Por Alana Oliveira

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Empresas podem pagar multa de R$ 3,1 mil por falha no registro de funcionários; entenda a regra

Com a chegada do fim do ano, empresas precisam revisar cadastros, remunerações e informações enviadas ao eSocial; primeira parcela do décimo terceiro vence em novembro

Conferir salários, benefícios e férias, 13°… a chegada do fim do ano costuma aumentar a demanda sobre a área contábil das empresas brasileiras. Isso não por acaso: Falhas no registro de funcionários, por exemplo, podem resultar em multa de R$ 3.101,73 por empregado, segundo a tabela do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O valor está previsto na Portaria MTE nº 1.131, editada em 3 de julho de 2025. Em novembro, a norma irá completar 500 dias e, para microempresas e empresas de pequeno porte (ME/EPP), a penalidade por empregado não registrado é de R$ 827,13. A tabela também prevê multas para outras irregularidades trabalhistas. Os valores podem ser consultados no documento oficial do MTE.

O calendário torna a conferência ainda mais importante. A primeira parcela do décimo terceiro salário deve ser paga até 30 de novembro. Em 2026, a segunda parcela precisa ser antecipada para 18 de dezembro, pois o prazo legal de 20 de dezembro cai em um domingo. O pagamento exige atenção aos cálculos e às informações que compõem a remuneração de cada funcionário.

Quais falhas podem gerar problemas para as empresas?

A falta de registro de um funcionário é diferente de um erro de cálculo na folha de pagamento. As infrações têm enquadramentos e penalidades próprios, e nem toda divergência resulta na multa de R$ 3.101,73. A tabela do MTE também prevê sanções para outras irregularidades, como falhas relacionadas às anotações trabalhistas e ao pagamento de verbas devidas.

No dia a dia, informações desatualizadas sobre admissões, desligamentos, salários, férias e afastamentos podem comprometer os cálculos e os registros enviados ao governo. O mesmo vale para dados incorretos sobre remuneração e outras ocorrências declaradas ao eSocial, sistema que reúne informações trabalhistas, previdenciárias e fiscais.

Por isso, a revisão não deve se limitar ao valor depositado na conta dos funcionários. É necessário conferir os dados que sustentam os cálculos, verificar se as alterações contratuais foram registradas e acompanhar o retorno dos eventos enviados ao sistema. O portal oficial do eSocial reúne orientações para empregadores sobre o cumprimento dessas obrigações.

Em que ponto a digitalização pode ser útil?

A digitalização permite centralizar informações, padronizar etapas e reduzir a dependência de controles manuais espalhados por planilhas e documentos. Com sistemas integrados, dados sobre admissões, jornada, férias e alterações salariais podem ser compartilhados entre as áreas responsáveis, facilitando a identificação de divergências antes do fechamento.

A folha de pagamento digital é uma das ferramentas que podem apoiar essa organização. Soluções como a da Sólides integram processos relacionados à gestão de pessoas e ao processamento da folha, ajudando a reduzir tarefas repetitivas e a dar mais visibilidade às pendências.

A tecnologia, porém, não elimina a necessidade de conferência. A qualidade dos resultados depende dos dados informados, da configuração do sistema e da revisão feita pelos profissionais responsáveis. A empresa continua encarregada de cumprir a legislação e os prazos aplicáveis.

O que revisar antes do fechamento do ano?

A preparação pode começar com uma conferência dos registros e dos eventos que afetam a remuneração. Entre os principais pontos estão:

  • Cadastro dos funcionários: verificar admissões, desligamentos e alterações contratuais.
  • Salários e descontos: conferir horas extras, adicionais, benefícios e demais verbas aplicáveis.
  • Férias e afastamentos: checar se os períodos e as ocorrências foram registrados corretamente.
  • Décimo terceiro salário: revisar a base de cálculo e observar os prazos de pagamento.
  • eSocial: acompanhar os eventos enviados, identificar rejeições e corrigir inconsistências.
  • Integração entre áreas: alinhar as informações utilizadas por RH, Departamento Pessoal, financeiro e contabilidade.

A lista funciona como ponto de partida para organizar a revisão, mas cada empresa precisa considerar suas particularidades e as regras aplicáveis à sua operação.

Prevenção precisa fazer parte da rotina

Deixar toda a conferência para dezembro concentra tarefas em um período já marcado por pagamentos e planejamento financeiro. Quando os dados são revisados ao longo do ano, a empresa tem mais tempo para identificar problemas e corrigir registros antes dos prazos finais.

A combinação de processos digitais, integração entre sistemas e acompanhamento periódico ajuda a tornar o fechamento mais previsível. Na escolha de uma solução, vale avaliar a compatibilidade com as ferramentas já utilizadas, a segurança dos dados, o suporte técnico e a capacidade de acompanhar pendências.

Mais do que evitar penalidades, manter a folha organizada contribui para a regularidade dos pagamentos e para a qualidade das informações usadas na gestão. O encerramento do ano oferece uma oportunidade para rever os processos, mas a prevenção depende de cuidados mantidos durante todo o calendário.

Por Alcindo Batista

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