
Esquecimento frequente pode estar ligado a hábitos do dia a dia. Descubra 8 comportamentos que podem prejudicar a memória e como proteger a saúde do cérebro.
Você entra em um cômodo e esquece o que foi fazer. Procura o celular que está na sua própria mão. Sabe o nome de uma pessoa, mas ele simplesmente desaparece da memória por alguns segundos.
Acontece com todo mundo. Pequenos esquecimentos podem fazer parte do envelhecimento normal, especialmente quando estamos cansados, distraídos ou sobrecarregados.
Mas existe uma diferença entre esquecer ocasionalmente e perceber que a memória está falhando com frequência.
Além da idade, alguns hábitos cotidianos podem afetar a atenção, a concentração e o funcionamento do cérebro. Sono insuficiente, sedentarismo, isolamento social, alimentação desequilibrada e estresse constante são exemplos de fatores que merecem atenção.
A boa notícia é que muitos deles podem ser modificados.
1. Dormir pouco ou dormir mal
Uma noite mal dormida pode deixar qualquer pessoa mais esquecida e desatenta no dia seguinte. Quando a privação de sono se torna frequente, porém, o impacto pode ser maior.
Durante o sono, o cérebro realiza processos importantes relacionados à consolidação das memórias e à organização das informações aprendidas ao longo do dia.
Por isso, dormir bem não é apenas uma questão de descansar o corpo.
É também uma forma de cuidar da memória.
Manter horários regulares para dormir, reduzir o uso de telas antes de deitar e criar um ambiente confortável podem ajudar a melhorar a qualidade do sono.
2. Viver constantemente estressado
Você já percebeu que, em períodos de muito estresse, parece mais difícil lembrar até de coisas simples?
Isso acontece porque o excesso de preocupações pode prejudicar a capacidade de concentração. Quando a mente está ocupada com dezenas de problemas ao mesmo tempo, fica mais difícil registrar novas informações.
O estresse prolongado também está associado a alterações no funcionamento de áreas cerebrais envolvidas em memória e aprendizagem.
Por isso, momentos de pausa não devem ser vistos como perda de tempo.
Caminhar, respirar profundamente, ouvir música, praticar um hobby ou simplesmente ficar alguns minutos longe das notificações pode ajudar a desacelerar a mente.
3. Passar o dia inteiro sentado
O cérebro também se beneficia quando o corpo se movimenta.
A prática regular de atividade física está associada a benefícios para a saúde cardiovascular e cerebral. Caminhadas, dança, bicicleta, natação e exercícios de força podem fazer parte de uma rotina mais ativa.
Não é necessário começar com treinos intensos.
Pequenas mudanças já contam: levantar-se regularmente, caminhar mais durante o dia e evitar passar horas seguidas sentado são atitudes simples.
4. Manter uma alimentação pouco equilibrada
O cérebro precisa de nutrientes para funcionar adequadamente.
Uma alimentação baseada principalmente em alimentos ultraprocessados, excesso de açúcar, gordura e sal, com pouca variedade de frutas, verduras, legumes, grãos e fontes adequadas de proteína, não favorece a saúde como um todo.
Por outro lado, padrões alimentares equilibrados, como aqueles semelhantes à dieta mediterrânea, têm sido associados a benefícios para a saúde cardiovascular e cerebral.
Isso não significa que um determinado alimento sozinho vá evitar a perda de memória.
- O que importa é o conjunto dos hábitos alimentares ao longo do tempo.
5. Não estimular o cérebro
Assim como o corpo, o cérebro precisa ser utilizado.
Aprender algo novo, ler, escrever, estudar, tocar um instrumento, fazer palavras cruzadas, montar quebra-cabeças ou aprender uma nova habilidade são maneiras de manter a mente ativa.
Mas existe uma diferença importante: não é necessário transformar tudo em exercícios de memória.
Atividades que desafiam você a aprender, resolver problemas e adquirir novas habilidades podem ser especialmente interessantes.
Que tal aprender uma receita nova, começar um curso ou finalmente aprender aquela habilidade que você sempre adiou?
6. Viver no piloto automático
Outro hábito bastante comum é fazer várias coisas simultaneamente.
Celular na mão, televisão ligada, mensagens chegando e alguém conversando ao mesmo tempo.
O problema é que, muitas vezes, não estamos realmente prestando atenção em nenhuma dessas atividades.
E se a informação não é devidamente registrada, fica muito mais difícil lembrar dela depois.
A atenção é uma das portas de entrada da memória.
Na próxima conversa, experimente guardar o celular e prestar atenção de verdade. Ao fazer uma tarefa, tente concluí-la antes de passar para outra.
Pode parecer simples, mas reduzir as distrações ajuda a melhorar a concentração.
7. Ter pouco contato social
Relacionamentos e interação social também fazem parte de uma vida saudável.
Conversar, encontrar amigos, participar de atividades em grupo, visitar familiares ou envolver-se em projetos coletivos estimula diferentes habilidades cognitivas.
A interação social exige atenção, linguagem, memória, interpretação e tomada de decisões.
Por isso, manter uma vida social ativa pode ser uma maneira prazerosa de cuidar também do cérebro.
- Cuidar das relações é cuidar da qualidade de vida.
8. Ignorar problemas de saúde
Algumas condições de saúde podem interferir na memória, na concentração e no raciocínio.
Alterações do sono, depressão, ansiedade, problemas de tireoide, deficiências nutricionais, determinados medicamentos e outras condições podem causar ou piorar dificuldades cognitivas.
Por isso, quando o esquecimento começa a ser frequente ou interfere na rotina, não é uma boa ideia simplesmente atribuí-lo à idade.
Um profissional de saúde pode investigar possíveis causas e orientar o tratamento adequado.
Esquecimento normal ou sinal de alerta?
Nem todo esquecimento significa que existe um problema sério.
É relativamente comum esquecer ocasionalmente uma palavra, o nome de alguém ou onde deixou determinado objeto.
O sinal de alerta aparece quando as dificuldades começam a interferir na vida cotidiana.
Procure avaliação profissional se você ou alguém próximo perceber situações como:
- esquecer informações importantes com frequência;
- repetir as mesmas perguntas várias vezes;
- ter dificuldade para realizar tarefas conhecidas;
- perder-se em lugares familiares;
- apresentar mudanças importantes de comportamento;
- esquecer compromissos constantemente;
- ter dificuldade crescente para administrar dinheiro ou medicamentos;
- apresentar problemas significativos para se comunicar.
O diagnóstico não deve ser feito apenas com base nesses sinais. Existem diversas causas possíveis para alterações de memória, e somente uma avaliação profissional pode determinar o que está acontecendo.
O que fazer para proteger a memória?
Não existe uma fórmula capaz de garantir que uma pessoa nunca terá problemas de memória.
Porém, cuidar da saúde cerebral faz parte de um estilo de vida saudável.
Algumas atitudes importantes incluem:
✔ Dormir adequadamente
✔ Praticar atividade física regularmente
✔ Ter uma alimentação equilibrada
✔ Controlar pressão arterial, colesterol, diabetes e outros fatores de risco
✔ Manter a mente ativa
✔ Cultivar relacionamentos sociais
✔ Evitar o tabagismo
✔ Moderar o consumo de álcool
✔ Encontrar maneiras saudáveis de controlar o estresse
✔ Procurar avaliação médica diante de alterações persistentes de memória
Esquecer uma coisa ou outra de vez em quando faz parte da vida. O problema é quando o esquecimento se torna frequente, progressivo ou começa a atrapalhar atividades que antes eram simples.
A saúde do cérebro está relacionada a vários aspectos da nossa rotina. Sono, alimentação, movimento, estímulo mental, relações sociais e controle do estresse formam um conjunto de hábitos que pode contribuir para uma vida mais saudável.
E não é preciso mudar tudo de uma vez.
Começar com pequenas atitudes — caminhar um pouco mais, dormir melhor, reduzir as distrações e reservar alguns minutos para algo que estimule a mente — já pode ser um bom primeiro passo.
Seu cérebro acompanha você durante toda a vida. Cuidar dele também é cuidar do futuro.
💡 Pitaco: Não espere a memória começar a falhar para cuidar do cérebro. Escolha um hábito para mudar hoje: durma um pouco melhor, faça uma caminhada, desligue o celular por alguns minutos ou aprenda algo novo. Pequenas mudanças na rotina podem ser grandes aliadas da saúde cerebral ao longo dos anos. E se o esquecimento estiver ficando frequente ou atrapalhando sua rotina, converse com um profissional de saúde.














