5 etapas para aliviar a ansiedade do coronavírus

Psicólogos estudaram as fases pelas quais geralmente passamos durante uma epidemia. A primeira fase é geralmente suspeita. É caracterizada pelo medo de contrair a doença ou de que outras pessoas nos infectem. É nessa fase em que há mais incidentes fóbicos, rejeição e segregação de grupos que consideramos possíveis portadores da doença.

A chave para combater a ansiedade do coronavírus está em acelerar esse processo e entrar na fase de ajuste o mais rápido possível, pois só assim podemos lidar efetivamente com a crise. E “a única maneira de fazer isso é guiar essa reação de ajuste, em vez de destruí-la, como muitas autoridades e jornalistas costumam fazer”, segundo Peter Sandman.

1 – Legitimar o medo

Mensagens tranquilizadoras – como “não tenha medo” – são ineficazes e podem até ser prejudiciais ou contraproducentes. Esses tipos de mensagens criam uma forte dissonância cognitiva entre o que estamos vendo e vivendo e a “ordem” de conjurar medo. Nosso cérebro não é tão facilmente enganado e decide autonomamente manter o estado de alarme interno.

De fato, nos estágios iniciais da epidemia, esconder a realidade, tentar compensar ou subestimar é extremamente negativo, porque impede as pessoas de se prepararem psicologicamente para o que está por vir, quando ainda têm tempo para isso. Em vez disso, é melhor dizer: “Entendo que você tem medo. É normal. Todos nós temos isso. Nós vamos superar isso juntos. ” Devemos lembrar que o medo não está oculto, está enfrentado.

2 – Evite informações errôneas alarmistas

Quando sentimos que estamos em perigo, é normal procurarmos todas as pistas possíveis em nosso ambiente para avaliar se o nível de risco aumentou ou diminuiu. No entanto, é importante escolher inteligentemente as fontes de informação que consultamos, para que elas não alimentem ansiedade excessiva.

É um bom momento para parar de assistir a programas sensacionais ou ler informações de fontes duvidosas que só geram mais medo e ansiedade, como muitas das mensagens compartilhadas pelo WhatsApp. Não há necessidade de procurar obsessivamente informações minuto a minuto. Você precisa se manter informado, mas com dados e fontes confiáveis. E sempre contraste todas as informações. Não confie na primeira coisa que você lê.

3 – Distraia-se para afastar as nuvens escuras do pessimismo

A vida continua, mesmo que esteja dentro das quatro paredes da casa. Para combater os efeitos colaterais da ansiedade de quarentena e coronavírus, é importante se distrair. Esta é uma oportunidade para fazer as coisas que sempre adiamos por falta de tempo. Ler um bom livro, ouvir música, passar tempo com a família mais próxima, dedicar-se a um hobby … Trata-se de distrair a mente da obsessão pelo coronavírus.

Seguir uma rotina, tanto quanto possível, também nos ajudará a sentir que temos algum grau de controle. Os hábitos dão ordem ao nosso mundo e nos dão uma sensação de tranquilidade. Se suas rotinas diárias foram interrompidas pela quarentena, estabeleça novas e boas rotinas que farão você se sentir bem.

4 – Afaste os pensamentos catastróficos

Imaginar os piores cenários possíveis e pensar que o Apocalipse está ao virar da esquina não ajuda a aliviar a ansiedade sobre o coronavírus. Lutar contra esses pensamentos catastróficos para expulsá-los à força de nossa mente, porque gera um efeito rebote.

A chave é aplicar aceitação radical. Isso significa que, em um determinado momento, precisamos deixar as coisas fluírem. Depois de tomar todas as precauções possíveis, devemos confiar no curso da vida, cientes de que fizemos tudo ao nosso alcance. Se não nos apegarmos a esses pensamentos e emoções negativas, eles acabarão saindo como vieram. Nesses casos, adotar uma atitude de atenção plena será de grande ajuda.

5 – Concentre-se no que podemos fazer pelos outros

Grande parte da ansiedade sobre o coronavírus é porque sentimos que perdemos o controle. Embora seja verdade que existem muitos fatores que não podemos influenciar, outros estão em nossas mãos. Portanto, podemos nos perguntar o que podemos fazer e como podemos ser úteis.

Ajudar pessoas vulneráveis ou fornecer apoio, mesmo à distância, pode dar a esta situação que estamos experimentando um significado além de nós que nos ajuda a lidar melhor com o medo e a ansiedade.

E, acima de tudo, não devemos esquecer que “uma situação externa excepcionalmente difícil oferece ao homem a oportunidade de crescer espiritualmente além de si mesmo”, segundo Viktor Frankl. Não podemos escolher as circunstâncias que tivemos que viver, mas podemos escolher como reagir e que atitude manter. A maneira como encaramos isso, como indivíduos e como sociedade, pode nos tornar mais fortes para o futuro.

pensarcontemporaneo

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Ergonomia no home office: 6 dicas para sua saúde

Trabalhar em casa já é, há algum tempo, a realidade de muitas pessoas. Situações como quarentena ou reformas no escritório também levam muitos a adotarem esse estilo de trabalho. Independentemente da situação, é importante dar atenção à ergonomia no home office.

A expressão se refere a uma disciplina que estuda a relação da pessoa com o ambiente de trabalho. Os princípios da aplicação seguem uma norma regulamentadora, a NR 17, que busca aumentar a qualidade de vida do colaborador e evitar problemas ocasionados por condições inadequadas.

Preparamos algumas dicas para você implementar no seu home office e garantir bem-estar, produtividade e fluidez no workflow. Acompanhe!

Problemas gerados pela falta de ergonomia no trabalho

Negligenciar a ergonomia no trabalho pode levar às pessoas a adquirirem diversos problemas de saúde. Um dos mais famosos é o L.E.R. (Lesão por Esforço Repetitivo), que atinge aqueles que desempenham atividades repetitivas e contínuas, como a de digitar. A síndrome ainda facilita o surgimento de outras doenças, como tendinite e bursite.

Dores nas costas e no pescoço e cefaleia também são problemas manifestados quando não consideramos as necessidades do organismo. Além de essas questões ocasionarem doenças físicas, ainda levam a sintomas emocionais, a exemplo do estresse e da ansiedade, deixando-os improdutivos para qualquer coisa.

6 dicas para melhorar a ergonomia no home office

Desempenhar as obrigações sem sair de casa é maravilhoso para a maioria das pessoas, devido à comodidade e ao aumento da autonomia no trabalho. Contudo, saiba que mesmo um ambiente mais informal pede responsabilidades e cuidados. Entenda como adotar a ergonomia!

1. Dê atenção à altura e à distância dos utensílios

Trabalhar na cama ou no sofá parece uma ideia maravilhosa! Porém, fazer isso durante várias horas por dia, acabará gerando muitas dores e indisposição. Por isso, cuidado na postura do seu corpo deve ser levado a sério.

A cadeira deve permitir que seus joelhos e quadris fiquem em um ângulo de 90º. Os pés precisam encostar no chão. Caso não alcance, um pequeno apoio pode ser interessante. A coxa, por sua vez, precisa estar totalmente apoiada no assento. 

A altura da mesa também é importante, mas ela vai variar de acordo com a estatura da pessoa. Para alguém de 1,60 m, a altura de 65 cm é a indicada. Quem mede por volta de 1,75 m, pode usar uma mesa com altura de 70 cm.

Caso haja a utilização de notebook, um suporte é necessário na maioria das vezes. Verifique se o monitor está a uma distância de 50 cm a 75 cm dos olhos e a uma inclinação de 10º a 20º em relação à mesa para assim prevenir a vista cansada.

2. Invista em conforto

Os móveis também precisam ser confortáveis. Nessa questão, a cadeira é o principal alvo. Evite estofados quentes e pesados, pois, além de aumentarem a sensação de calor, o suor incomoda bastante. Algodão, lucra e nylon costumam ser bem-vindos. Verificar se a cadeira é aprovada pelo laudo NR 17, é um ótimo começo. Além disso, pense na limpeza, pois ela precisa ser fácil para evitar o acúmulo de poeira e de ácaros. 

3. Tenha apoio para costas, cotovelos e pescoço

Ao se sentar, suas costas devem ficar eretas e com total apoio no encosto. O ideal é que a cadeira tenha apoio para os antebraços, com regulagem na altura, pois, caso contrário, o punho ficará tensionado podendo ocasionar dores até em outras musculaturas, como nuca ou ombros.

Um apoio para pescoço também é indicado, pois ajuda a relaxar a cabeça e a afastar torcicolos. Almofadas ergonômicas para cervical podem servir, caso a cadeira não tenha esse tipo de encosto.

4. Busque ambientes bem iluminados, ventilados e sem barulho

Além da postura corporal e a altura de móveis e materiais, alguns fatores do ambiente também podem ser negativos à produtividade. A boa iluminação deve ser garantida de modo que não haja sombra no monitor, e tampouco incomode seus olhos. 

A ventilação traz conforto e ajuda a renovar o ar. Locais com janelas são os melhores, mas na falta delas, o ventilador e o ar-condicionado são bons substitutos. Procure uma temperatura que deixe tudo mais aconchegante.

Determinados ruídos tendem a perturbar e a irritar, dificultando a concentração. Dependendo da situação, isso deixa a mente ainda mais cansada e predispõe à dor de cabeça no final do dia. Se tiver família e crianças em casa, vale a pena tentar conversar, estabelecer limites e fazer acordos. Em situações incontroláveis, um protetor auricular cabe muito bem. Playlists com sons de chuva ou mar também são boas opções.

5. Faça pausas e alongamentos

Horas na mesma posição fazem mal para a circulação sanguínea e para a musculatura. A dica para melhorar a ergonomia no home office, então, é fazer pequenas pausas e alongamentos. O ideal é estabelecer um tempo de até 2 horas no seu timesheet. Após isso, levante-se, faça uma caminhada até a cozinha ou sala e inclua alguns alongamentos para braços, costas e pernas. 

Para quem trabalha muito com dedos e mãos, como trabalhos de digitação e redação, é indicado alongar a musculatura desses membros também. Bolinhas terapêuticas são a salvação e ainda ajudam a relaxar a mente.

Nos momentos de pausa, aproveite também para descansar a vista. Por uns minutos, foque em um ponto bem distante, que pode ser do lado de fora ou de dentro de casa.

6. Tenha cuidado com a decoração e as pinturas

De acordo com a psicologia das cores, a tonalidade da parede à sua frente influencia a criatividade, o humor e a produtividade. Azul e verde são cores ideais. E se a intenção é manter o foco, evite tons muito chamativos e quentes, como o vermelho e o laranja. 

O estilo da decoração também conta. É claro que no seu cantinho você poderá escolher aquilo que tem mais a ver com a sua personalidade. Contudo, evite deixar muitos objetos na mesa. O minimalismo nessas horas é bem-vindo. 

Buscar a ergonomia no home office é imprescindível não apenas para a sua disposição durante os jobs, mas também para sua saúde física e mental. Essa atividade faz parte de um autogerenciamento do seu bem-estar, que, muitas vezes, exige até mudanças de hábitos. Sendo assim, não negligencie essas questões, combinado?

Pitaco: Gostou das nossas dicas? Lembrou de mais algum detalhe que não comentamos? Deixe seu comentário, pois ele pode ajudar outras pessoas!

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Própolis: Além de fortalecer a imunidade e ser antioxidante, saiba quais outros benefícios ele oferece à saúde do corpo

Os estudos sobre os benefícios do Própolis são extensos!

É muito comum ouvirmos dizer que tomar algumas gotinhas dele puro pode curar resfriados, desinfectar feridas e melhorar diversos aspectos da saúde, não é mesmo? E essas afirmações são verdadeiras.

Pesquisas já comprovaram a eficácia do própolis contra vírus, bactérias e fungos, como o feito pelo farmacêutico Pedro Luiz Rosalen, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), juntamente com estudiosos da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo. Juntos, eles avaliaram as capacidades antimicrobiana e antioxidante de amostras do própolis orgânico brasileiro e constararam pontos interessantes.

“Seus compostos interferem na membrana celular das bactérias”, exemplifica o engenheiro agrônomo Severino Matias de Alencar, professor da Esalq. E o que isso significa? Que os os seres microscópicos ficam desestabilizados mais facilmente quando o própolis é ingerido e acabam sendo exterminados do corpo com maior facilidade.

Fora isso, também foi comprovado que ele é capaz de combater o excedente de radicais livres no corpo (que são os responsáveis pelos danos celulares e pelo envelhecimento precoce).

Veja quais efeitos a mais ele tem dentro do nosso corpo:

1) Poder contra bactérias

Grande parte das infecções por vias aéreas, como é o caso da amidalite, acontecem por conta de bactérias gram-positivas e, de acordo com uma entrevista concedida pela Dra. Norma Leite à Veja Saúdeo própolis tem um efeito muito bacana contra elas.  “Experimentos demonstram que o própolis tem uma atividade antibacteriana mais pronunciada em micro-organismos desse tipo. Ela inclusive amplificaria a resposta dos antibióticos”, constata.

2) Ricos em vitaminas e mineiras

Em sua composição, ele apresenta cerca de 60 minerais, incluindo cálcio, magnésio, ferro, zinco, sílica, potássio, fósforo, cobre, cobalto, bem como 16 aminoácidos. Ele também contém vitamina A (betacaroteno) e vitaminas B1, B2 e B3.

3) Fortalece a imunidade

Em seus estudos, o imunologista José Maurício Sforcin, professor da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu, no interior de São Paulo, observou a participação do própolis em prol do sistema imunológico. “Suas substâncias promovem maior ativação das células de defesa, favorecendo o reconhecimento e a destruição dos micróbios”, explica.

Outra pesquisa, desta vez publicada em 2010 na Phytotherapy Research, também comprovou o poder do própolis sobre a imunidade! Ele contém proteínas e compostos com capacidade de alterar e regular todo o sistema. Tudo acontece porque o composto feito pelas abelhas ativa os passos iniciais da resposta imune, estimulando receptores específicos e a produção de citocinas, que modulam os mecanismos da imunidade.

4) Ação anticancerígena

Muitos dos 300 compostos ativos que o Própolis possui contribuem para combater o câncer por vários mecanismos: inibem o crescimento de novos vasos sanguíneos que alimentam as células cancerosas (antiangiogênese), impedem a propagação ou metástase do câncer de um órgão para outro, param a divisão celular característica do câncer e induzem a morte celular programada (apoptose).

E além de atuar diretamente nos pontos citados acima, ele também atenua alguns efeitos colaterais de drogas quimioterápicas usadas no tratamento. A literatura científica sobre própolis e câncer mostra a sua ação contra tumores no cérebro, pâncreas, cabeça e pescoço, rim, bexiga, pele, próstata, mama, cólon, fígado e sangue.

5) Adeus, acnes

Você sabia que saconetes feitos de própolis são indicados por especialistas para pessoas com pele acneica? Pois é! Isso se dá pelo fato do composto liberar substâncias antibacterianas da pele.

Como usá-lo

Existem diversas formas de se beneficiar do poder do própolis! Ele pode ser encontrado em spray bucal, pastilhas, balas, suspensão, xaropes, cápsulas e em gotas. A forma de usá-lo vai depender do seu objetivo.

De forma geral, a indicação para manter a imunidade em dia é de 30 a 40 gotas dissolvidas em um pouco de água ou mel (siga as instruções da bula).

Não existem contraindicações para o produto (a não ser para pessoas alérgicas), mas é sempre muito positivo procurar um profissional para saber como consumi-lo da forma mais correta possível.

Os tipos de própolis

Verde

Aclamada pelo mercado estrangeiro, a própolis verde é típica do Brasil e alvo de inúmeras pesquisas. O sucesso se deve ao seu alto poder antioxidante. Além de regular o sistema imune, tem efeito antimicrobiano e anticâncer.

Vermelha

Comum no Nordeste, é rica em componentes anti-inflamatórios, que ajudam a conter os estragos causados por micróbios. Tem se saído bem em experiências com células cancerosas. Isso já faz dela o tipo mais caro e cobiçado pelo mercado.

Marrom

A própolis com essa tonalidade, mais presente no Sul do Brasil, é semelhante à variedade europeia. É tradicional nas farmácias, embora seja menos estudada entre as três versões aqui. Destaca-se pelas atividades antioxidante e antimicrobiana.

Fábrica de própolis

Depois de coletada nas colmeias, a resina pode demorar até seis meses para virar extrato

As abelhas preparam o composto e o usam para tapar as frestas da caixa da colmeia. Assim, o apicultor tem que, periodicamente, remover esse material para que o enxame produza mais.

A própolis bruta que foi coletada é macerada em uma solução solvente. Existem variações de empresa para empresa, mas, geralmente, se utiliza álcool de cereais durante essa etapa do processo.

O preparado de própolis com solvente fica em repouso de um a seis meses para que os princípios ativos sejam transferidos para aquele líquido.

Só então a solução passa por uma centrifugação, que separa o extrato. O resíduo restante é a borra, dispensada. Enfim, a própolis está pronta para embalar.

Pitaco: A própolis deve ser mantida em local fresco e ao abrigo da luz, principalmente na forma de extrato alcoólico. Fique atento também à data de validade caso só faça uso em situações como dor de garganta.

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Meu nome é constrangedor, como faço para mudar?

O artigo 16 do Código Civil determina que, toda pessoa tem direito ao nome, nele compreendidos o prenome e o sobrenome. Torna-se obrigatório no assento de nascimento de uma criança o nome e o sobrenome que identificam essa nova pessoa. Existe uma gama incontável de possibilidades pelas quais se utilizam das palavras para nomear uma pessoa, traduzida em basicamente duas que são essenciais: o prenome e o nome de família.

Tanto um quanto o outro devem constar no registro de nascimento (art. 54, § 4, da Lei 6.015 de 1973) e, quando o declarante não indicar o nome completo da criança, o responsável pelo registro deverá lançar adiante do prenome escolhido, o nome do pai e/ou da mãe, se estes forem conhecidos (art. 55 da Lei 6.015 de 1973).

É inadmissível de acordo com os preceitos da Lei de Registros Públicos a adoção de nome que possa expor ao ridículo seu portador. Quando a tentativa de tal ato registral ocorrer, o registrador deverá explicar as consequências pelas quais a utilização do nome trará vexame e constrangimento ao indivíduo em relação a convivência perante a sociedade. Em caso de insistência no nome constrangedor, o registrador deve buscar esclarecimento através do juiz corregedor, a quem competirá a palavra final.

O nome e a dignidade da pessoa humana

O nome civil, a princípio, é imutável, devido a segurança jurídica e social do seu portador. Como já esclarecido, o nome é deixado ao arbítrio dos genitores quando do registro, desde que observados os apelidos de família, garantindo a identificação da ancestralidade de seu portador.

A alteração posterior do nome é possível se o portador, de maneira motivada, declara que aquele nome escolhido o sujeita a constrangimento. A sistemática acaba por ser complexa pois depende muito do julgador, uma vez que, embora possa ser indiferente para alguns, este deve procurar vivenciar a hipótese de vida concreta da parte para reconhecer sua angústia como portadora de um nome preterido.

O artigo 1º da Constituição Federal aduz que o Brasil se constitui como Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos, dentre outros princípios, o da dignidade da pessoa humana (inciso III). É importante salientar que integra a dignidade humana o direito ao nome, como elemento individualizador de identificação da pessoa com a sociedade e perante o próprio Estado.

Registro do nome

Compreende-se na Lei de Registro Públicos a formação do nome a partir da vontade soberana dos pais quando do registro de nascimento, compreendendo o nome com identificação, ou prenome, o nome propriamente dito, que são os apelidos de família, ou seja, a ancestralidade da pessoa e o sobrenome, qualquer outra identificação decorrente de um dos troncos familiares, seja paterno ou materno.

À primeira vista, desde que se respeitem os nomes patronímicos, ou seja, a origem ancestral da pessoa, a elaboração do nome é livre aos genitores, podendo escolher quais daqueles formarão integralmente o nome da pessoa. O agente público delegado (oficial de registro) poderá se opor ao registro de prenomes (primeiro nome) que são “suscetíveis de expor ao ridículo seus portadores” (artigo 55, parágrafo único, da Lei 6.015 de 1973). Se houver inconformismo dos pais em relação a oposição do oficial de registro, poderá ser submetido a decisão do juiz.

A partir do momento que é registrado o nome, o nome ganhar a característica da imutabilidade em razão da segurança jurídica e da estabilidade das relações jurídicas e sociais que decorrem dele. A alteração posterior no entanto é possível, desde que não prejudique os apelidos de família e que o portador venha a requerer a retificação do nome no primeiro ano após atingir a maioridade civil, conforme preceitua o artigo 56 da Lei de Registros Públicos.

A Lei de Registros Públicos então possibilita a alteração do nome, sem fazer a distinção entre o prenome, nome e sobrenome, impondo como condição única a preservação da origem ancestral da família da pessoa, mantendo o vínculo entre as gerações.

Posicionamento dos Tribunais

Analisando o posicionamento dos Tribunais, percebe-se que na jurisprudência pátria prevalece a metodologia adotada no artigo 56 da Lei de Registros Públicos, analisando-se caso a caso sob o prisma do princípio da imutabilidade do nome. Todavia, a flexibilização de tal princípio recorrentemente é aceita, sobretudo nos casos de modificação do nome devido a adoção de um sobrenome que traga algum constrangimento para o portador, em virtude da prevalência da dignidade da pessoa humana.

Na Apelação Cível (nº0007393-62.2013.8.19.0083) a Vigésima Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, ao apreciar o pedido de retificação do nome feito por Giovanna Cristina dos Santos Pinto, representada por sua mãe, em que pretendia a modificação do apelido “Pinto” por “de Sant’Anna”, alegando o constrangimento que lhe traria tal sobrenome, mormente por ser mulher e a conjugação do apelido mencionado ser depreciativo, entendeu pelo provimento do pedido autorizando a substituição.

No julgado apresentado, percebeu-se que não havia prejuízo aos demais apelidos de família, tendo em vista que nem o irmão dela e nem a mãe adotava o sobrenome mencionado, ao qual ostentava apenas o pai e marido da apelante. Outrossim, buscava-se a uniformização do nome de família entre os integrantes da família.

Desta feita, o colendo Tribunal entendeu que “em casos tais, é de se recorrer à maior especificidade e subjetividade possíveis, dentro da regra da razoabilidade. Deve o julgador procurar alcançar o âmago emocional do portador do nome e não se contenta na citação de doutrinas e jurisprudências distantes do ‘direito da rua’, do direito vivenciado pelo cidadão em seu dia a dia. Se o sobrenome ‘Pinto’ não significa nada mais do que um nome, para alguns, significa também uma referência pejorativa ou jocosa para outros, mormente em se tratando de pessoas do sexo feminino.”

Entendeu-se, por fim, que se demonstrado o desconforto do portador e a ausência de qualquer má-fé ou interesse ilícito na modificação do nome (e não somente do prenome), não há obstáculo que o Poder Judiciário possa opor ao reconhecimento da pretensão.

Ao analisar a Apelação Cível (nº 006752 – 18.2018.8.08.0047) o Tribunal de Justiça do Espírito Santo entendeu pelo improvimento do recurso em face do princípio da imutabilidade do nome. A decisão se baseou na vista que a vontade do legislador no artigo 57 da Lei de Registros Públicos é a de abarcar somente situações excepcionais.

Foi esclarecido que “seja em homenagem ao bom senso, seja para correção de erros ou, ainda, para que tal direito da personalidade não se converta em fonte de insuportável desprazer, não podendo, no entanto, ser utilizado para atender a caprichos dos genitores de infante regularmente registrado com sobrenomes materno e paterno, que decidam, por razão de menor importância, modificar os nomes de família.”

Dessa maneira, compreendeu o referido Tribunal que a mera alegação de necessidade de preservação do nome de família, desacompanhada de outros elementos, não é o suficiente para afastar o princípio da imutabilidade do nome. A insatisfação dos pais no caso apreciado não foi suficiente pois não restou configurada nenhuma situação vexatória, constrangedora ou atípica para justificar a modificação do nome das infantes, e tão somente era feito o pedido da inversão do patronímico e a inserção de dois sobrenomes de cada genitor.

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Estética e saúde: unindo o útil ao agradável

Até algum tempo atrás, a estética era relacionada exclusivamente à beleza, mas nos últimos anos essa ideia tem se transformado, passando a ser diretamente atrelada ao conceito de saúde. 

Se antes a estética estava relacionada a cirurgias plásticas, silicone, botox e outros procedimentos voltados à beleza, agora sabe-se que isso vai muito além. 

Por isso é importante que cada procedimento realizado leve em conta o bem estar geral do indivíduo, proporcionando tanto benefícios estéticos, como também emocionais e físicos de maneira geral. 

Qual é a relação entre estética e saúde? 

Atualmente muitas pessoas vivem buscando pela sua boa aparência, tanto que os sites de beleza tem ganhado grande relevância. 

Por outro lado, o conceito de saúde também tem estado em alta, e a maior parte das pessoas busca diariamente ter um estilo de vida que proporcione maior bem estar. 

Mas o que exatamente é a saúde? O conceito vai muito além de estar livre de doenças, abrangendo também o equilíbrio físico, emocional e mental. 

Por meio dessa definição fica mais fácil compreender o papel da estética, que busca também equilibrar os três fatores em questão. 

A união da saúde com a estética influencia diretamente sobre a forma como cada indivíduo se enxerga, levando ou não à sua auto aceitação, ou seja, a autoestima. 

A qualidade de vida e o bem estar 

O bem-estar e a qualidade de vida estão intimamente relacionados e, nesse sentido, os procedimentos estéticos tem um papel fundamental. 

Sendo assim os procedimentos estéticos que permitem que o organismo desempenhe as suas funções vitais com maior eficiência são muito importantes. 

Um dos maiores exemplos disso é a pele, que precisa estar íntegra e hidratada para que o indivíduo se sinta bem. 

A retenção de líquidos que provoca inchaços, por exemplo, pode ser reduzida com sessões de drenagem linfática. 

Dessa forma, as massagens e drenagens são exemplos de procedimentos relacionados diretamente ao bem estar e saúde. 

Inclusive esses e outros procedimentos estéticos podem ser usados para diminuir os desconfortos ocasionados pelo climatério e menopausa, como é o caso do afinamento da pele, típico dessa fase.

A estética e a autoestima 

Além do bem estar físico, os procedimentos associados à estética tem uma relação íntima também com a autoestima. 

Assim alguns deles podem fazer total diferença na vida dos indivíduos por contribuir diretamente com a sua saúde emocional. 

O rosto costuma ser o local de maior preocupação para grande parte das pessoas, afinal, ele está exposto o tempo todo. 

Por isso, um tratamento como a limpeza de pele pode fazer total diferença na autoestima da pessoa, estimulando até mesmo na forma como ele se relaciona com os outros ao seu redor. 

O mesmo ocorre com procedimentos como o clareamento dental, que proporciona um melhor aspecto aos dentes do indivíduo, harmonizando a aparência da face.

Dessa forma fica clara a íntima relação entre a estética e a beleza na tríade que envolve o equilíbrio físico, mental e emocional. 

Por isso os tratamentos de beleza vão muito além da aparência física, agindo diretamente na autoestima de cada um.

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