Problemas resultantes do excesso de vitaminas

As vitaminas são muito utilizadas por aqueles que desejam equilibrar a alimentação em busca da boa saúde. Mas é importante se atentar em ingeri-las na quantidade correta.

Os suplementos, na maior parte das vezes, são receitados por médicos para pessoas que possuem alguma deficiência de determinada vitamina no seu organismo. Porém, a maioria das pessoas estão buscando fontes naturais, focando na ingestão de frutas, legumes, entre outros.

E para não ter problemas resultantes do excesso de vitaminas, é importante seguir a orientação de um especialista. Com o intuito de cuidar melhor da ingestão de alimentos, selecionamos aqui alguns desses principais problemas. Confira!

Cuidado com o excesso de vitaminas

Muitas pessoas não sabem, mas há um certo risco de ingerir determinas vitaminas, e quantidades elevadas. Isso se forem tomadas de forma irregular ou sem a orientação de um médico.

Portanto, neste artigo iremos apontar alguns problemas que são resultantes do excesso de vitaminas. Fique atento!

1. Hipervitaminose A

O termo hipervitaminose está relacionado diretamente com a excessiva ingestão de vitaminas. Esse excesso é classificado de acordo com cada vitamina. A primeira a ser abordada será a A.

Existem três formas de manifestar os sintomas da hipervitaminose A. A primeira delas é o embaçamento da visão, perda de pelos, perda de apetite e fraturas ósseas fazem parte das manifestações agudas.

Outra forma é a crônica, podendo vir a se tornar doença óssea e outras determinadas fraturas.

2. Hipervitaminose B

A ingestão excessiva da vitamina B se trata de reações alérgicas, convulsões e podendo até vir a ter óbito por paralisia respiratória.

3. Hipervitaminose C

O consumo exagerado da vitamina C pode vir a resultar em cólicas, dor abdominal e diarreias, por ela ser absorvida no intestino. Estudos também demonstram que a hipervitaminose C pode causar o aparecimento de pedras no rim e cálculos renais.

Na grande parte dos casos ingerir cápsulas de vitamina C não é necessário, pois ela já está presente nos alimentos bases que nós consumimos em uma quantidade suficiente. Porém, se ainda assim for necessário a suplementação, o que pode ser recomendado pelo especialista é de 75 mg para mulheres e 90 mg para homens. Lembrando da importância de se consultar com um especialista.

4. Hipervitaminose D

A vitamina D é fundamental para a regulação de cálcio no organismo. Porém, o seu consumo excessivo pode trazer graves riscos à saúde.

De acordo com a SBEM-SP (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional) a hipervitaminose D pode resultar em calculose renal e perda da função renal, além da perda óssea.

Ainda de acordo com a SBEM, o consumo máximo de suplementação da vitamina D é de 20 ng/Ml. Já para pessoas deficientes, esse valor é um pouco maior, sendo de 30 e 60 ng/Ml.

5. Hipervitaminose K

Se comparada com as outras hipervitaminoses, a da vitamina K é a menos comum de acontecer, porém não impossível. Sua suplementação excessiva pode vir a causar alguns sintomas como anemia e doenças hepáticas.  Em crianças pode ser que cause algum tipo de dano cerebral.

O importante é que, para o consumo de qualquer vitamina, o ideal é ter a indicação de um especialista, tanto para aqueles que têm alguma deficiência, quanto para aqueles que querem agregar à sua rotina alimentar.

Considere marcar uma consulta com um nutricionista ou outros profissionais especializados, conforme as coberturas do plano de saúde oferecer. Se houver a necessidade, não deixe de agendar consulta particular, mas caso não seja possível, converse com seu clínico geral. Só não faça uso de suplementos alimentares sem indicação, a fim de evitar o excesso de vitaminas.

Então, perceberam quantos problemas podem vir a ocorrer com o consumo exagerado de vitaminas?

Por: Andreia Silveira, editora no site PlanodeSaude.net.

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Confira 10 sites com cursos grátis para fazer durante a quarentena

Durante a pandemia do Coronavírus, o que é mais difícil é manter a mente ativa e saudável durante os dias em casa. Exercícios físicos, meditação e livros são formas de se distrair, mas podemos aproveitar esse tempo útil para aprender coisas novas. Para isso, selecionamos uma lista de sites que oferecem cursos grátis online para fazer durante a quarentena. Vai ser difícil escolher um só! Confira abaixo:

1. Perestroika 

A “Escola de atividades criativas” disponibilizou o curso “Clip”, que fala um pouco sobre colaboratividade, economia criativa e rede, mas a partir do olhar do indivíduo, para aprender a lidar e resolver conflitos e situações delicadas. É um curso voltado para pessoas que desenvolvem projetos em equipes… Então, por que não saber como liderar melhor o seu time? Além do “Clip”, todos os cursos da Perestroika estão com 30% de desconto para quem se inscrever até dia 19/04 utilizando o cupom VAILAEFICA.  Clique aqui para saber mais.

2. Domestika

Para quem gosta de criatividade e atividades manuais, os cursos da Domestika são perfeitos. A plataforma oferece aulas gratuitas de introdução à fotografia, técnicas básicas de bordado, ilustração, design e impressão 3D e até blogging! A lista de todos os cursos você pode conferir aqui.

3. Faber-Castell

A marca de lápis-de-cor mais conhecida está disponibilizando todos os cursos do site gratuitamente até o dia 19/04! São diversas opções para crianças e adultos, como composição, lettering, desenvolvimento de personagens, desenho e muito mais! Clique aqui para ver a lista.

4. Senai

Para quem quer melhorar o currículo em época de quarentena, o Senai oferece 16 cursos online grátis, como empreendedorismo, educação ambiental, segurança do trabalho e desenho arquitetônico. Para se inscrever, você precisa ter mais de 14 anos e, no mínimo, o 6º ano do ensino fundamental. Saiba mais neste link.

5. Udemy

O Udemy já é uma plataforma conhecida para quem gosta de fazer cursos online. O site oferece 20 cursos online grátis sobre liderança, Excel, WordPress, entre outros. Veja aqui todos os cursos.

6. FGV

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) está oferecendo 60 cursos online gratuitos, de curta e média duração nas áreas de Direito, Marketing Administração e Finanças. Basta escolher a sua cidade e a área de interesse. Veja a lista aqui.

7. Sebrae 

A plataforma do Sebrae está com uma lista de cursos gratuitos nas áreas de empreendedorismo (tanto para quem tem um negócio como para quem quer abrir um negócio), leis, finanças, planejamento, gestão de pessoas, vendas e outras. Os cursos possuem carga horária e prazo para conclusão diferenciados. Saiba mais aqui.

8. Harvard

A famosa Universidade Harvard, nos Estados Unidos, liberou mais de 100 cursos gratuitos (totalmente em inglês) em sua plataforma online para diversas áreas. Entre elas, estão: Artes e Design, Ciências Sociais, História e Ciência Ambiental. Os cursos podem ser acessados diretamente no site da universidade.

9. LinkedIn

O LinkedIn liberou gratuitamente o conteúdo chamado “Trabalho Remoto: Colaboração, foco e produtividade”. São mais de 10 tópicos de estudo com professores, escritores e especialistas de diversas áreas, somando mais de 10 horas de curso. Para acessar o conteúdo, basta ir ao site do LinkedIn e escolher o tópico que você quer estudar.

10. IFRS

O Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) também disponibilizou diversos cursos online de diferentes áreas – a lista completa de opções está no site. Para escolher o curso e se inscrever, acesse o portal de cursos do IFRS.

Pitaco: Em tempos de pandemia, quanto mais ficar em casa, melhor, certo? Então, enquanto não podemos voltar para rotina normal de estudo e trabalho por causa do novo coronavírus, a melhor saída é se adaptar à nova realidade e aproveitar as oportunidades que surgirem.

Fontes: Guia do Estudante / Seleções

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5 efeitos psicológicos da quarentena e como lidar com eles

Os efeitos psicológicos do confinamento podem piorar com o passar dos dias. É necessário saber quais estratégias e abordagens mentais devemos ter para lidar melhor com essa circunstância, ajudando a nós mesmos e também aos outros.

Vários países já aplicaram medidas de confinamento para a população. É verdade que alguns fazem isso de maneira flexível e outros com protocolos mais rígidos. O objetivo não é outro senão proteger a nós mesmos e reduzir a taxa de infecções pelo coronavírus. No entanto, há também um fator decisivo que deve ser abordado: os efeitos psicológicos da quarentena por COVID-19.

Para enfrentar o dia a dia da melhor maneira, não há outra opção além de se conscientizar e adotar uma série de estratégias mentais. Não existe uma receita magistral que possa servir a todos nós, especialmente porque cada pessoa terá que passar por circunstâncias muito particulares.

As únicas referências científicas de que dispomos sobre casos semelhantes foram publicadas há alguns dias na revista The Lancet. Neste trabalho, especialistas analisaram as quarentenas realizadas nas últimas décadas como efeito do SARS, em 2003, do Ebola, da influenza A (H1N1) e do MERS, que ocorreu no Oriente Médio. Em todas essas experiências relativamente recentes, os efeitos da angústia psicológica foram evidentes.

Portanto, é necessário conhecê-las para tentar enfrentá-los, gerenciá-las e reduzir seu impacto. Com informações e ferramentas, todos nós, nos apoiando mutuamente, poderemos suportar muito melhor esses dias.

Pandemia de coronavírus

5 efeitos psicológicos da quarentena

Ninguém nos preparou para uma pandemia. Também é verdade que há momentos em que experimentamos uma sensação de irrealidade; vemos o mundo pela janela e custamos a aceitar que o que está acontecendo é real.

Sentir isso é completamente normal e mais uma fase nesse processo tão delicado que é a aceitação. Devemos assumir que estamos diante de um momento complicado e, acima de tudo, inesperado.

Isso significa que por não termos passado por isso antes nos sentimos menos preparados? A resposta é não. Estamos preparados para quase tudo, desde que aceitemos a realidade.

A melhor defesa contra qualquer circunstância adversa é a informação e a capacidade de reagir. Vejamos, portanto, quais são os efeitos psicológicos da quarentena que podemos sofrer e o que fazer diante deles.

1. A angústia causada pela incerteza: quanto tempo isso vai durar?

O pior inimigo em tempos de adversidade é a incerteza, o fato de não saber o que vai acontecer. No momento, não sabemos quantos dias ou semanas nosso confinamento pode durar para achatar a curva de contágio. Portanto, devemos levar em conta as seguintes dimensões:

  • A ansiedade se alimenta da dúvida e da incerteza. Se nos perguntarmos continuamente quanto tempo isso pode durar, a angústia será maior. Não devemos alimentar a mente ansiosa.
  • Lembremos a razão pela qual estamos em quarentena: reduzir o contágio, proteger a nós mesmos e as pessoas mais vulneráveis.
  • Devemos nos concentrar no momento presente. É a única coisa que importa, o aqui e o agora, cuidar de nós mesmos.
  • Ocupemos nossa mente para focarmos no momento presente: Ler, assistir séries, filmes, montar quebra-cabeças, conversar com amigos, familiares…

2. Medo de ser infectado, medo de perder alguém que amamos

Um dos efeitos psicológicos mais evidentes da quarentena é o medo de ser infectado. Além disso, às vezes é ainda mais assustador pensar que alguém próximo e vulnerável pode ser infectado. Como controlar esses pensamentos?

  • Precisamos aceitar esse medo e validá-lo, mas sem entrar em pânico: a doença é contagiosa e há perdas. No entanto, uma vez que que assumimos esse fato, dispomos de mecanismos para enfrentá-lo melhor.
  • Devemos tomar as medidas necessárias para evitar o contágio, mas sem ficar obcecados, sem que isso nos leve a comportamentos obsessivo-compulsivos. Da mesma forma, reduzir (na medida do possível) o medo de que pessoas próximas sejam infectadas se baseia na mesma estratégia: protegê-las e lembrá-las de cuidar de si mesmas.
  • Por outro lado, se você testar positivo para o COVID-19, lembre-se de que, em boa parte dos casos, a doença pode ser transmitida em casa ainda que as medidas de isolamento apropriadas sejam tomadas. Devemos estar cientes dos sintomas o tempo todo.

3. Estresse por falta de contato social

Os seres humanos são seres sociais acostumados a hábitos e rotinas. Quando isso se quebra repentinamente, o cérebro dispara um alarme e experimenta um alto nível de estresse.

Essa mudança abrupta e inesperada pode ser bem administrada por 5 ou 10 dias. No entanto, após 12 dias, podemos sentir como a angústia aumenta.

Sentimos falta de pessoas, dos familiares que não estão perto de nós. Ansiamos por nossas rotinas. O que podemos fazer diante disso?

  • Nessa situação, a tecnologia está a nosso favor. As ligações telefônicas, as mensagens e as videochamadas são as nossas melhores aliadas.
  • Por outro lado, para aliviar a angústia que o cérebro experimenta quando seus hábitos são quebrados, é essencial ter rotinas claras em relação ao trabalho em casa, ao lazer, ao descanso e aos exercícios físicos.

4. Efeitos psicológicos da quarentena: o que será de mim quando isso acabar?

O fim desta pandemia dará início à era pós-coronavírus. Um dos efeitos associados à quarentena é nos perguntar o que será de nós. Perderei meu emprego? O que será da economia global? E se eu perder um ente querido, o que farei? 

A angústia psicológica em relação ao futuro pode ser imensa. Devemos racionalizar, evitar pensar em eventos negativos que ainda não aconteceram.

Lidar com um confinamento requer controlar nossa mente, e isso, mais uma vez, envolve prender-se ao momento presente. Lembremos: a única coisa que importa agora é cuidar de nós mesmos para cuidar de outras pessoas.

Mãe brincando com os filhos

5. O peso da convivência em casa ou do isolamento solitário

Nós sabemos disso: ficar em quarentena em casa com outros membros da família pode ser uma bênção ou uma maldição. Não é fácil ficar juntos por tanto tempo; se tivermos filhos, devemos entretê-los para evitar o tédio e despertar sua alegria em dias difíceis.

A chave nessas circunstâncias é a atitude. Mantenhamos uma abordagem construtiva e positiva para fortalecer ainda mais os laços com os nossos familiares.

Usemos também a criatividade para que cada dia seja único. Estarmos juntos e cuidarmos uns dos outros é o melhor que podemos fazer. Por outro lado, também vale lembrar que muitas pessoas passam esses dias em solidão.

Nesse casos, é vital fortalecer o contato por meio da tecnologia. As conversas, as mensagens e as videochamadas devem ocupar uma parte do seu tempo para que você se sinta conectado, apoiado e amado à distância.

Pitaco: Sabemos que essa situação exigirá o melhor de nós mesmos. Portanto, estejamos preparados, consideremos os efeitos psicológicos da quarentena e aprendamos a gerenciá-los.

amenteemaravilhosa

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Coronavírus: cuidados para o bem-estar dos pets

Diante da pandemia do novo coronavírus (SARS-Cov-2), que causa a Covid-19 e vem se instaurando no Brasil, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) manifesta a necessidade de cautela nas decisões e destaca o papel do médico-veterinário como parte integrante do Sistema de Saúde Única, que envolve o ser humano, os animais e o meio ambiente.

“A relação homem/animal, intensa em todo o mundo e no Brasil, nos faz considerar que os estabelecimentos veterinários são responsáveis pela saúde animal, considerados essenciais para a harmonia dessa convivência”, afirma Wanderson Ferreira, médico-veterinário e tesoureiro do CFMV, pós-graduado em Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais.

Nessa mesma perspectiva, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e a Associação Mundial de Veterinária (WVA) emitiram nota defendendo que os serviços veterinários e de nutrição animal são essenciais para a saúde pública, especialmente na prevenção de doenças, no gerenciamento de emergências e enfrentamento de pandemias, como a que ocorre atualmente.

A partir desse posicionamento e com a autorização dos governos estaduais, o CFMV reforça que, por enquanto e até segunda ordem, os médicos-veterinários cumpram seu papel como profissionais de saúde e mantenham o atendimento normal em clínicas e hospitais veterinários, com algumas ressalvas que devem ser consideradas:

– Consultas veterinárias: atendimento preferencialmente agendado, com a presença de apenas um responsável (tutor), para evitar a concentração excessiva de humanos nos ambientes de espera.

– Higienização: adoção de regras básicas de higiene e assepsia pessoais e do ambiente, antes e após cada atendimento. Usar o máximo de descartáveis (jalecos, luvas etc.). Consultas em domicílio devem seguir rigidamente essas normas de higiene e assepsia, além de manter um intervalo mínimo de duas horas entre os atendimentos.

– Internação: desestímulo às visitas aos animais internados, oferecendo maior número de boletins médicos dos pacientes.

– Pet-shops: são muito importantes na nutrição dos animais, devendo manter estoque normal dos alimentos, evitando deslocamentos incertos dos tutores à procura da ração ideal para seu animal.

– Estética animal: incentivo aos tutores a diminuir a frequência de banhos e tosas de seus pets, diminuindo a circulação das pessoas. Preferencialmente, realizar a higiene dos pets no próprio domicílio.

– Passeios com os pets: devem ser reduzidos, feitos em pequenas distâncias, apenas para atender às necessidades fisiológicas dos animais, também evitando concentrações em parques e praças.

– Quarentena e as clínicas: o CFMV considera que os serviços clínicos veterinários são essenciais e devem ser mantidos à disposição da população, assim como os de nutrição animal, desde que reforcem os cuidados com a higienização a cada atendimento e organizem o agendamento das consultas com antecedência para evitar concentração excessiva de pessoas no mesmo ambiente.

Colaboração: médico-veterinário Roberto Lange, da Comissão Nacional de Estabelecimentos Veterinários (CNEV/CFMV)

TUTORES

Para esclarecer dúvidas gerais da sociedade e dos tutores, o CFMV divulga perguntas e respostas sobre o assunto.

O coronavírus é transmitido pelos animais? Devo evitar contato com os meus pets?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que, até o momento, não há evidência significativa de que animais de estimação possam ficar doentes ou transmitir o novo coronavírus.

Mesmo assim, a recomendação é de que pessoas infectadas evitem o contato com seus cães e gatos e também façam quarentena de convivência com eles.

Se o animal não transmite o novo coronavírus, nem pega a Covid-19, por que não posso ficar perto do meu pet se eu estiver com o coronavírus?

Realmente, não há comprovação científica de que o animal transmita o novo coronavírus (SARS-Cov-2), mas o tutor infectado, ao espirrar ou tossir, poderá espalhar partículas com vírus na pelagem do animal. Até o momento, não há informações de que o animal em si desenvolva a doença, mas se o pelo estiver contaminado e outra pessoa o tocar, não há garantia de que não haverá transmissão. Nesse momento de incertezas, todo cuidado faz a diferença para evitar o contágio.

Existe um coronavírus que atinge o cachorro?

SIM, existe o coronavírus canino, que atinge o trato gastrointestinal de cães, podendo desencadear um processo de diarreia e vômito. Mas o homem é resistente a esse vírus, que não tem nada a ver com o novo coronavírus, que causa a Covid-19 e ataca as vias respiratórias.

Tem vacina para o coronavírus de cachorro? Humanos podem tomá-la?

As vacinas múltiplas, como a V-8 e a V-10, imunizam o cachorro contra o corononavírus canino, que não é o mesmo que está se espalhando agora, causando a pandemia. Essas vacinas não podem ser aplicadas em humanos e não são eficazes contra a Covid-19.

Posso passear com o meu cachorro na rua?

Nesse período de contenção do novo coronavírus, a recomendação é que as saídas ao ar livre com os animais de estimação sejam curtas e objetivas, acompanhadas de apenas um responsável, apenas para atender às necessidades fisiológicas – sempre evitando contato com outros animais e pessoas, buscando os lugares menos aglomerados e os horários mais tranquilos.

Como devem ser as consultas veterinárias em domicílio?

Os médicos-veterinários devem redobrar os cuidados com a higiene; usar o máximo de material descartável possível, inclusive o jaleco; e reservar os resíduos para dar a destinação adequada, especialmente o material biológico. Assim como no atendimento em clínicas, orientar que apenas um tutor acompanhe a consulta para evitar concentração de pessoas.

Meu animal está internado. Posso visitá-lo?

Durante o período crítico de surto do novo coronavírus, recomenda-se que os tutores evitem visitar os animais internados. Também sugere-se que os serviços que não são de urgência e emergência sejam reprogramados, para não haver uma exposição desnecessária nesse momento crítico de propagação do novo coronavírus.

O médico-veterinário pode fazer atendimento a distância?

NÃO, o atendimento a distância continua proibido, conforme determina o Código de Ética do Médico-Veterinário. A consulta clínica deve ser presencial, seja no consultório ou em domicílio, mas sempre que possível, de forma restrita, individualizada, reduzindo aglomerações.

Como deve ser a higienização dos estabelecimentos veterinários?

Os médicos-veterinários devem ser mais severos com a higienização dos ambientes, limpando o recinto a cada atendimento. Limpar, principalmente, o mobiliário e os utensílios que tiveram contato direto com o animal ou com o tutor, como mesas, bancadas, instrumentos, cadeiras e tudo o que foi utilizado durante o atendimento dos pacientes. As recepções também devem intensificar a limpeza.

Não abandone os animais

O abandono de animais é inaceitável e já era um problema de saúde pública no Brasil antes mesmo da ameaça do novo coronavírus (SARS-Cov-2), uma vez que cachorros e gatos errantes, sem vacinação e cuidados de saúde, além de indefesos, são potenciais transmissores de zoonoses, aquelas doenças transmitidas de animais para seres humanos, como raiva, leishmaniose, leptospirose, toxoplasmose e outras. Como afirmado anteriormente, não há ainda relação de transmissão da Covid-19 por animais. Dessa forma, reforça-se a necessidade de que as pessoas pratiquem a guarda responsável, cuidem da saúde dos seus pets e mantenham as medidas necessárias para evitar a propagação de doenças.

Conselho Federal de Medicina Veterinária

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Coronavírus: como diferenciar sintomas da covid-19 de uma gripe, um resfriado ou uma rinite?

Com a disseminação do novo coronavírus no Brasil se intensificando às vésperas do outono, aumentaram as dúvidas sobre os sintomas da doença covid-19, que, na maioria dos casos, são semelhantes aos de uma gripe comum.

No Google, termos como “coriza” e “espirro” também têm sido mais buscados em associação com a expressão “sintomas do coronavírus” no último mês, o que pode indicar uma confusão também entre a covid-19 e outras síndromes respiratórias brandas como o resfriado e a rinite alérgica.

“As pessoas precisam estar cientes de que a covid-19 é realmente um tipo de gripe, então ela tem realmente muitos sintomas em comum”, disse à BBC News Brasil o infectologista da Fiocruz Recife Paulo Sergio Ramos.

“Mas elas precisam ficar atentas para uma possível dificuldade de respirar. Isso sinaliza que a doença pode estar se complicando, e aí é necessário buscar um serviço de saúde.”

No Brasil, as pessoas não devem procurar unidade de saúde se tiverem apenas tosse, apenas coriza e mal-estar ou sensação de moleza no corpo ou apenas febre, segundo o Ministério da Saúde.

E quem precisa ir ao hospital? Só quem apresentar os sintomas mais graves, como dificuldade para respirar, respiração curta ou falta de oxigenação — que já podem ser sinais de pneumonia, um dos estágios mais graves da covid-19.

As autoridades alertam, no entanto, que é preciso se informar sobre os protocolos de saúde do seu Estado ou município.

Como diferenciar?

A doença que o vírus Sars-Cov-2 provoca, a covid-19, é uma infecção respiratória que começa com sintomas como febre e tosse seca e, ao fim de uma semana, pode provocar falta de ar.

De acordo com uma análise da OMS baseada no estudo de cerca de 56 mil pacientes na China, 80% dos infectados desenvolvem sintomas leves (febre, tosse e, em alguns casos, pneumonia), 14% têm sintomas graves (dificuldade em respirar e falta de ar) e 6%, quadros críticos (insuficiência pulmonar, choque séptico, falência de órgãos e risco de morte).

Entre os sintomas apresentados pelos pacientes, os mais comuns são a febre (cerca de 88% dos casos), a tosse seca (quase 68%) e a fadiga (38%). A dificuldade de respirar aconteceu em quase 19% dos pacientes, enquanto sintomas como dor de garganta e dor de cabeça atingiram cerca de 13%. Já a diarreia foi um sintoma de apenas 4% das pessoas com o novo coronavírus.

No entanto, um levantamento com mais de 2 mil pacientes chineses publicado nesta semana na revista científica Pediatrics indica que os sintomas digestivos, como diarreia, vômitos e dores abdominais, apareciam com frequência em crianças infectadas pelo coronavírus.

Mas, nessa época do ano, também é comum apresentar tosse, febre, dores na garganta e na cabeça e sensação de fadiga por causa dos vírus da influenza, que provocam as gripes comuns.

De acordo com os especialistas, os sintomas devem ser monitorados e, caso permaneçam leves, podem ser tratados em casa.

No entanto, é preciso ter especial atenção a idosos e pessoas com baixa imunidade, mais vulneráveis ao novo coronavírus, e consultar um médico em caso de dúvidas.

“A gripe normalmente é a única que nos faz sentir dores musculares. E costuma durar entre três e cinco dias. Essas podem ser indicações de que se trata de um vírus comum”, disse à BBC Brasil Heloisa Ravagnani, presidente da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal.

No caso do resfriado, os sintomas costumam ser ainda mais brandos e, em geral, apenas respiratórios — coriza, congestão nasal, tosse e dor de garganta, mas nem todos ocorrem ao mesmo tempo.

“Caso a pessoa esteja tossindo e tenha outros sintomas leves, não deve esquecer de usar máscara ao entrar em contato com outras pessoas e de higienizar bem as superfícies com as quais tiver contato. Ela pode não ter covid-19, mas, em um momento como esse, todo cuidado é bem-vindo”, diz a infectologista.

‘Não é corona, é rinite’

Nos últimos dias, alérgicos têm se justificado nas redes sociais pela frequência de espirros, ou expressado confusão com os sintomas de rinite alérgica sazonal e da covid-19.

Os comentários renderam memes como a frase “não é corona, é rinite”, que já virou até proposta de camiseta para os período de distanciamento social imposto pela pandemia.

As síndromes respiratórias alérgicas, comuns em períodos como outono e primavera, podem provocar coriza e congestão nasal, comuns a gripes, resfriados e à covid-19. Mas são marcadas normalmente por espirros, e dificilmente provocam tosse ou febre, explica Paulo Sergio Ramos.

“O importante é que as pessoas, mesmo sofrendo de alergia, resfriado ou gripe comum, mantenham a etiqueta respiratória. Ou seja, mantenham distância de 1 metro de outros espirrando ou tossindo; ao tossir ou espirrar, utilizem o antebraço ou um lenço, que deve ser descartado; e lavem sempre as mãos após tossir ou espirrar, para evitar disseminar outros vírus no ambiente”, alerta.

Seguir estas regras também é importante pelo fato de que, de acordo com o mais amplo estudo já feito até agora sobre o novo coronavírus, realizado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China, 80% dos pacientes terão apenas sintomas leves.

No entanto, há evidências científicas de que até mesmo uma pessoa sem sintomas pode transmitir o vírus.

Pitaco: Lave suas mãos, use lenços de papel para tossir e evite toca no seu rosto. É bem simples e fácil, são coisas que devem ser feitas todos os dias, todas as horas e a todo momento. Dessa forma você se protege e consegue proteger os que estão ao seu redor. Cuide-se.

Fonte: BBC

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