Confira dicas sobre como fazer e utilizar máscara caseira para prevenção da Covid-19

Permanecer em casa neste período de pandemia de Covid-19 é a medida mais eficaz e recomendada pelas autoridades de saúde de todo o mundo. No entanto, nos momentos em que sair for estritamente necessário, a máscara caseira se tornou uma aliada na prevenção à enfermidade.

Medidas como distanciamento social, higienização das mãos, evitar contato com pessoas portadoras de sintomas respiratórios, são medidas universalmente aceitas.

Entretanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde, na última semana consideraram rever dois pontos polêmicos das medidas de controle do avanço do novo coronavírus: o uso de máscaras para toda a população e a recomendação para o uso de máscaras de tecido. Mas por que essa mudança?

Para explicar essa mudança do posicionamento é importante ressaltar que um estudo publicado pelo periódico Science, cujos resultados mostraram que cerca de 2/3 das transmissões do novo coronavírus é realizada por portadores assintomático. Acredita-se que o uso da máscara cirúrgica para a população saudável, impediria que esses portadores assintomáticos disseminassem o vírus.

Quanto ao uso de máscaras de tecido, elas não protegem o usuário, entretanto possuem uma função de barreira mecânica, impedindo que ele dissemine aerossóis no ambiente e eventualmente transmita o vírus, caso seja um portador assintomático.

Recomendações do MS sobre a fabricação e uso de máscaras de tecido

Pitaco: Vale destacar que as máscaras, mesmo que parcialmente eficazes, não substituem outras medidas básicas de prevenção como distanciamento social, higiene das mãos com água e sabão ou solução antisséptica, etiqueta respiratória, política de não aglomeração e manutenção de ambientes arejados.

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Covid-19: dicas de como manipular e higienizar corretamente os alimentos

Com o recolhimento domiciliar aconselhado por autoridades de saúde devido à pandemia do coronavírus, muita coisa muda na rotina e provoca transformações, principalmente com a necessidade de incorporação de novos hábitos. Cuidar da alimentação e manipular corretamente os alimentos é um deles. É sabido que a imunidade é prejudicada com uma dieta irregular e, ao mesmo tempo, higienizar adequadamente os produtos também é fundamental. Ir ao supermercado ou, para quem não pode evitar a saída de casa, comer em restaurantes, são atividades que agora merecem atenção.

“Sabemos que o meio de contágio do coronavírus é pelo contato com fluidos contaminados e, depois, levar as mãos às mucosas, como boca, olho e nariz”, diz o nutrólogo Guilherme Mattos. Nos mercados, com o entra e sai de gente manuseando os itens nas prateleiras, é preciso cautela. O mesmo vale na volta das feiras de rua. “São ambientes de grande circulação de pessoas em contato constante com os alimentos. A pessoa encosta, avalia o que vai levar, por exemplo. É um meio contaminado, tanto em relação aos produtos quanto ao espaço físico”, orienta.

Ao chegar das compras, Guilherme ensina que a primeira atitude é higienizar as superfícies da cozinha onde serão manipulados ou guardados os alimentos, como bancada, pia, a despensa. “Pode ser com água e sabão ou o álcool em gel.” Também é essencial limpar os produtos, usando álcool em gel. Para alimentos embalados, industrializados, seja uma caixa de leite, um pacote de macarrão ou enlatados, um pano com álcool em gel 70% pode ser passado na embalagem. Produtos em recipientes bem vedados podem ser lavados diretamente embaixo da torneira, com água, sabão ou detergente.

O nutrólogo explica que, para hortaliças, frutas, verduras e legumes, a higiene pode ser feita primeiro com água corrente, depois colocá-los imersos em uma solução com água sanitária (uma colher de sopa para um litro de água, respeitando a proporção de 1 por 1, se for preciso uma quantidade maior), durante 15 minutos, e após esse tempo lavar novamente em água corrente e deixar secar naturalmente. “Se for consumir em seguida, já está pronto para a ingestão. Se não, é indicado guardar na geladeira em recipientes com tampa”, explica. Neste caso, o mercado também dispõe de produtos específicos para matar não apenas o novo coronavírus, como qualquer tipo de vírus, germes ou bactérias.

Protocolos

Para quem vai para a cozinha preparar a comida, é indicado lavar as mãos quando ocorrer o contato com novos ingredientes – ainda que o calor do cozimento possa inativar o vírus, ele pode permanecer na pele e contaminar alimentos crus ou gelados. A higienização das mãos, acrescenta Guilherme, deve seguir os protocolos indicados pelo Ministério da Saúde. Nos restaurantes, onde mais pessoas circulam e os alimentos ficam expostos, é recomendada até mesmo a higienização de pratos e talheres com álcool em gel antes de se servir. Antes de comer, é bom higienizar mais uma vez as mãos, a fim de prevenir a infecção por meio das colheres e pegadores usados entre os clientes. Para bebidas, o ideal é usar copos descartáveis. Outra medida importante é preferir os alimentos cozidos.

“Nos restaurantes, deve-se também respeitar as medidas de higiene divulgadas pelo Ministério da Saúde e procurar não sentar próximo às outras pessoas, mantendo ao menos um metro de distância”, diz o nutrólogo.

São atitudes que demonstram um receio compreensível, mas é fundamental avisar que ainda não há motivo para pânico. Realizando a higienização correta dos alimentos, os riscos são minimizados.

Como minimizar os riscos: confira as dicas dos profissionais para as compras no supermercado e preparação dos alimentos:

– No mercado, mantenha a distância recomendada de 1 metro entre as pessoas.

– Enquanto estiver fazendo as compras não leve a mão ao rosto, nariz, olhos ou boca.

– Depois de guardar as compras no porta-malas do carro limpe as mãos com álcool gel e se possível limpe também o volante e o banco do veículo.

– Ao chegar em casa faça logo a higienização de superfícies e dos alimentos.

– Pacotes de alimentos industrializados como arroz, feijão e macarrão devem ser limpos com um pano com álcool gel, e também serve água e sabão.

– Produtos em recipientes vedados, como os enlatados, por exemplo, podem ser limpos embaixo da torneira, com água e sabão.

– Alimentos in natura, como frutas, legumes, verduras e hortaliças, devem ser higienizados com água sanitária, uma colher de sopa para cada 1 litro de água. Mergulhe os alimentos e deixe por cerca de 15 minutos. Depois, lave novamente em água corrente. Alguns mercados já vendem o produto pronto, como o hipoclorito de sódio, que funciona da mesma forma.

– Alimentos com e sem casca também devem ser lavados dessa forma. Se forem conservados na geladeira e longe do contato com produtos não higienizados, é suficiente fazer esse processo uma única vez.

– Quando chegar da rua tome banho, e coloque as roupas sujas e o calçado para lavar.

– Evite contato com quem está infectado, como almoçar juntos ou dividir pratos, copos e talheres.

– Lave bem as mãos antes de limpar os alimentos e antes de comer, as palmas, o dorso, os pulsos, as pontas e entre os dedos. Essas medidas podem ser ineficazes se a mão de quem manipula os alimentos não estiver limpa.

Pitaco: Lembre-se que só o cloro consegue matar microrganismos, como vírus, bactérias e fungos. Não utilize vinagre e bicarbonato.

Fonte: https://www.em.com.br/

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Problemas resultantes do excesso de vitaminas

As vitaminas são muito utilizadas por aqueles que desejam equilibrar a alimentação em busca da boa saúde. Mas é importante se atentar em ingeri-las na quantidade correta.

Os suplementos, na maior parte das vezes, são receitados por médicos para pessoas que possuem alguma deficiência de determinada vitamina no seu organismo. Porém, a maioria das pessoas estão buscando fontes naturais, focando na ingestão de frutas, legumes, entre outros.

E para não ter problemas resultantes do excesso de vitaminas, é importante seguir a orientação de um especialista. Com o intuito de cuidar melhor da ingestão de alimentos, selecionamos aqui alguns desses principais problemas. Confira!

Cuidado com o excesso de vitaminas

Muitas pessoas não sabem, mas há um certo risco de ingerir determinas vitaminas, e quantidades elevadas. Isso se forem tomadas de forma irregular ou sem a orientação de um médico.

Portanto, neste artigo iremos apontar alguns problemas que são resultantes do excesso de vitaminas. Fique atento!

1. Hipervitaminose A

O termo hipervitaminose está relacionado diretamente com a excessiva ingestão de vitaminas. Esse excesso é classificado de acordo com cada vitamina. A primeira a ser abordada será a A.

Existem três formas de manifestar os sintomas da hipervitaminose A. A primeira delas é o embaçamento da visão, perda de pelos, perda de apetite e fraturas ósseas fazem parte das manifestações agudas.

Outra forma é a crônica, podendo vir a se tornar doença óssea e outras determinadas fraturas.

2. Hipervitaminose B

A ingestão excessiva da vitamina B se trata de reações alérgicas, convulsões e podendo até vir a ter óbito por paralisia respiratória.

3. Hipervitaminose C

O consumo exagerado da vitamina C pode vir a resultar em cólicas, dor abdominal e diarreias, por ela ser absorvida no intestino. Estudos também demonstram que a hipervitaminose C pode causar o aparecimento de pedras no rim e cálculos renais.

Na grande parte dos casos ingerir cápsulas de vitamina C não é necessário, pois ela já está presente nos alimentos bases que nós consumimos em uma quantidade suficiente. Porém, se ainda assim for necessário a suplementação, o que pode ser recomendado pelo especialista é de 75 mg para mulheres e 90 mg para homens. Lembrando da importância de se consultar com um especialista.

4. Hipervitaminose D

A vitamina D é fundamental para a regulação de cálcio no organismo. Porém, o seu consumo excessivo pode trazer graves riscos à saúde.

De acordo com a SBEM-SP (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional) a hipervitaminose D pode resultar em calculose renal e perda da função renal, além da perda óssea.

Ainda de acordo com a SBEM, o consumo máximo de suplementação da vitamina D é de 20 ng/Ml. Já para pessoas deficientes, esse valor é um pouco maior, sendo de 30 e 60 ng/Ml.

5. Hipervitaminose K

Se comparada com as outras hipervitaminoses, a da vitamina K é a menos comum de acontecer, porém não impossível. Sua suplementação excessiva pode vir a causar alguns sintomas como anemia e doenças hepáticas.  Em crianças pode ser que cause algum tipo de dano cerebral.

O importante é que, para o consumo de qualquer vitamina, o ideal é ter a indicação de um especialista, tanto para aqueles que têm alguma deficiência, quanto para aqueles que querem agregar à sua rotina alimentar.

Considere marcar uma consulta com um nutricionista ou outros profissionais especializados, conforme as coberturas do plano de saúde oferecer. Se houver a necessidade, não deixe de agendar consulta particular, mas caso não seja possível, converse com seu clínico geral. Só não faça uso de suplementos alimentares sem indicação, a fim de evitar o excesso de vitaminas.

Então, perceberam quantos problemas podem vir a ocorrer com o consumo exagerado de vitaminas?

Por: Andreia Silveira, editora no site PlanodeSaude.net.

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Confira 10 sites com cursos grátis para fazer durante a quarentena

Durante a pandemia do Coronavírus, o que é mais difícil é manter a mente ativa e saudável durante os dias em casa. Exercícios físicos, meditação e livros são formas de se distrair, mas podemos aproveitar esse tempo útil para aprender coisas novas. Para isso, selecionamos uma lista de sites que oferecem cursos grátis online para fazer durante a quarentena. Vai ser difícil escolher um só! Confira abaixo:

1. Perestroika 

A “Escola de atividades criativas” disponibilizou o curso “Clip”, que fala um pouco sobre colaboratividade, economia criativa e rede, mas a partir do olhar do indivíduo, para aprender a lidar e resolver conflitos e situações delicadas. É um curso voltado para pessoas que desenvolvem projetos em equipes… Então, por que não saber como liderar melhor o seu time? Além do “Clip”, todos os cursos da Perestroika estão com 30% de desconto para quem se inscrever até dia 19/04 utilizando o cupom VAILAEFICA.  Clique aqui para saber mais.

2. Domestika

Para quem gosta de criatividade e atividades manuais, os cursos da Domestika são perfeitos. A plataforma oferece aulas gratuitas de introdução à fotografia, técnicas básicas de bordado, ilustração, design e impressão 3D e até blogging! A lista de todos os cursos você pode conferir aqui.

3. Faber-Castell

A marca de lápis-de-cor mais conhecida está disponibilizando todos os cursos do site gratuitamente até o dia 19/04! São diversas opções para crianças e adultos, como composição, lettering, desenvolvimento de personagens, desenho e muito mais! Clique aqui para ver a lista.

4. Senai

Para quem quer melhorar o currículo em época de quarentena, o Senai oferece 16 cursos online grátis, como empreendedorismo, educação ambiental, segurança do trabalho e desenho arquitetônico. Para se inscrever, você precisa ter mais de 14 anos e, no mínimo, o 6º ano do ensino fundamental. Saiba mais neste link.

5. Udemy

O Udemy já é uma plataforma conhecida para quem gosta de fazer cursos online. O site oferece 20 cursos online grátis sobre liderança, Excel, WordPress, entre outros. Veja aqui todos os cursos.

6. FGV

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) está oferecendo 60 cursos online gratuitos, de curta e média duração nas áreas de Direito, Marketing Administração e Finanças. Basta escolher a sua cidade e a área de interesse. Veja a lista aqui.

7. Sebrae 

A plataforma do Sebrae está com uma lista de cursos gratuitos nas áreas de empreendedorismo (tanto para quem tem um negócio como para quem quer abrir um negócio), leis, finanças, planejamento, gestão de pessoas, vendas e outras. Os cursos possuem carga horária e prazo para conclusão diferenciados. Saiba mais aqui.

8. Harvard

A famosa Universidade Harvard, nos Estados Unidos, liberou mais de 100 cursos gratuitos (totalmente em inglês) em sua plataforma online para diversas áreas. Entre elas, estão: Artes e Design, Ciências Sociais, História e Ciência Ambiental. Os cursos podem ser acessados diretamente no site da universidade.

9. LinkedIn

O LinkedIn liberou gratuitamente o conteúdo chamado “Trabalho Remoto: Colaboração, foco e produtividade”. São mais de 10 tópicos de estudo com professores, escritores e especialistas de diversas áreas, somando mais de 10 horas de curso. Para acessar o conteúdo, basta ir ao site do LinkedIn e escolher o tópico que você quer estudar.

10. IFRS

O Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) também disponibilizou diversos cursos online de diferentes áreas – a lista completa de opções está no site. Para escolher o curso e se inscrever, acesse o portal de cursos do IFRS.

Pitaco: Em tempos de pandemia, quanto mais ficar em casa, melhor, certo? Então, enquanto não podemos voltar para rotina normal de estudo e trabalho por causa do novo coronavírus, a melhor saída é se adaptar à nova realidade e aproveitar as oportunidades que surgirem.

Fontes: Guia do Estudante / Seleções

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5 efeitos psicológicos da quarentena e como lidar com eles

Os efeitos psicológicos do confinamento podem piorar com o passar dos dias. É necessário saber quais estratégias e abordagens mentais devemos ter para lidar melhor com essa circunstância, ajudando a nós mesmos e também aos outros.

Vários países já aplicaram medidas de confinamento para a população. É verdade que alguns fazem isso de maneira flexível e outros com protocolos mais rígidos. O objetivo não é outro senão proteger a nós mesmos e reduzir a taxa de infecções pelo coronavírus. No entanto, há também um fator decisivo que deve ser abordado: os efeitos psicológicos da quarentena por COVID-19.

Para enfrentar o dia a dia da melhor maneira, não há outra opção além de se conscientizar e adotar uma série de estratégias mentais. Não existe uma receita magistral que possa servir a todos nós, especialmente porque cada pessoa terá que passar por circunstâncias muito particulares.

As únicas referências científicas de que dispomos sobre casos semelhantes foram publicadas há alguns dias na revista The Lancet. Neste trabalho, especialistas analisaram as quarentenas realizadas nas últimas décadas como efeito do SARS, em 2003, do Ebola, da influenza A (H1N1) e do MERS, que ocorreu no Oriente Médio. Em todas essas experiências relativamente recentes, os efeitos da angústia psicológica foram evidentes.

Portanto, é necessário conhecê-las para tentar enfrentá-los, gerenciá-las e reduzir seu impacto. Com informações e ferramentas, todos nós, nos apoiando mutuamente, poderemos suportar muito melhor esses dias.

Pandemia de coronavírus

5 efeitos psicológicos da quarentena

Ninguém nos preparou para uma pandemia. Também é verdade que há momentos em que experimentamos uma sensação de irrealidade; vemos o mundo pela janela e custamos a aceitar que o que está acontecendo é real.

Sentir isso é completamente normal e mais uma fase nesse processo tão delicado que é a aceitação. Devemos assumir que estamos diante de um momento complicado e, acima de tudo, inesperado.

Isso significa que por não termos passado por isso antes nos sentimos menos preparados? A resposta é não. Estamos preparados para quase tudo, desde que aceitemos a realidade.

A melhor defesa contra qualquer circunstância adversa é a informação e a capacidade de reagir. Vejamos, portanto, quais são os efeitos psicológicos da quarentena que podemos sofrer e o que fazer diante deles.

1. A angústia causada pela incerteza: quanto tempo isso vai durar?

O pior inimigo em tempos de adversidade é a incerteza, o fato de não saber o que vai acontecer. No momento, não sabemos quantos dias ou semanas nosso confinamento pode durar para achatar a curva de contágio. Portanto, devemos levar em conta as seguintes dimensões:

  • A ansiedade se alimenta da dúvida e da incerteza. Se nos perguntarmos continuamente quanto tempo isso pode durar, a angústia será maior. Não devemos alimentar a mente ansiosa.
  • Lembremos a razão pela qual estamos em quarentena: reduzir o contágio, proteger a nós mesmos e as pessoas mais vulneráveis.
  • Devemos nos concentrar no momento presente. É a única coisa que importa, o aqui e o agora, cuidar de nós mesmos.
  • Ocupemos nossa mente para focarmos no momento presente: Ler, assistir séries, filmes, montar quebra-cabeças, conversar com amigos, familiares…

2. Medo de ser infectado, medo de perder alguém que amamos

Um dos efeitos psicológicos mais evidentes da quarentena é o medo de ser infectado. Além disso, às vezes é ainda mais assustador pensar que alguém próximo e vulnerável pode ser infectado. Como controlar esses pensamentos?

  • Precisamos aceitar esse medo e validá-lo, mas sem entrar em pânico: a doença é contagiosa e há perdas. No entanto, uma vez que que assumimos esse fato, dispomos de mecanismos para enfrentá-lo melhor.
  • Devemos tomar as medidas necessárias para evitar o contágio, mas sem ficar obcecados, sem que isso nos leve a comportamentos obsessivo-compulsivos. Da mesma forma, reduzir (na medida do possível) o medo de que pessoas próximas sejam infectadas se baseia na mesma estratégia: protegê-las e lembrá-las de cuidar de si mesmas.
  • Por outro lado, se você testar positivo para o COVID-19, lembre-se de que, em boa parte dos casos, a doença pode ser transmitida em casa ainda que as medidas de isolamento apropriadas sejam tomadas. Devemos estar cientes dos sintomas o tempo todo.

3. Estresse por falta de contato social

Os seres humanos são seres sociais acostumados a hábitos e rotinas. Quando isso se quebra repentinamente, o cérebro dispara um alarme e experimenta um alto nível de estresse.

Essa mudança abrupta e inesperada pode ser bem administrada por 5 ou 10 dias. No entanto, após 12 dias, podemos sentir como a angústia aumenta.

Sentimos falta de pessoas, dos familiares que não estão perto de nós. Ansiamos por nossas rotinas. O que podemos fazer diante disso?

  • Nessa situação, a tecnologia está a nosso favor. As ligações telefônicas, as mensagens e as videochamadas são as nossas melhores aliadas.
  • Por outro lado, para aliviar a angústia que o cérebro experimenta quando seus hábitos são quebrados, é essencial ter rotinas claras em relação ao trabalho em casa, ao lazer, ao descanso e aos exercícios físicos.

4. Efeitos psicológicos da quarentena: o que será de mim quando isso acabar?

O fim desta pandemia dará início à era pós-coronavírus. Um dos efeitos associados à quarentena é nos perguntar o que será de nós. Perderei meu emprego? O que será da economia global? E se eu perder um ente querido, o que farei? 

A angústia psicológica em relação ao futuro pode ser imensa. Devemos racionalizar, evitar pensar em eventos negativos que ainda não aconteceram.

Lidar com um confinamento requer controlar nossa mente, e isso, mais uma vez, envolve prender-se ao momento presente. Lembremos: a única coisa que importa agora é cuidar de nós mesmos para cuidar de outras pessoas.

Mãe brincando com os filhos

5. O peso da convivência em casa ou do isolamento solitário

Nós sabemos disso: ficar em quarentena em casa com outros membros da família pode ser uma bênção ou uma maldição. Não é fácil ficar juntos por tanto tempo; se tivermos filhos, devemos entretê-los para evitar o tédio e despertar sua alegria em dias difíceis.

A chave nessas circunstâncias é a atitude. Mantenhamos uma abordagem construtiva e positiva para fortalecer ainda mais os laços com os nossos familiares.

Usemos também a criatividade para que cada dia seja único. Estarmos juntos e cuidarmos uns dos outros é o melhor que podemos fazer. Por outro lado, também vale lembrar que muitas pessoas passam esses dias em solidão.

Nesse casos, é vital fortalecer o contato por meio da tecnologia. As conversas, as mensagens e as videochamadas devem ocupar uma parte do seu tempo para que você se sinta conectado, apoiado e amado à distância.

Pitaco: Sabemos que essa situação exigirá o melhor de nós mesmos. Portanto, estejamos preparados, consideremos os efeitos psicológicos da quarentena e aprendamos a gerenciá-los.

amenteemaravilhosa

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