Você age conforme sua idade? O que você faz para conquistar a maturidade emocional?
Gosto muito do assunto e como ele é extenso, vou apenas pincelar para terem uma ideia.
Penso que a maturidade emocional se caracteriza pelo atingimento de um estado evolutivo no qual nos tornamos mais competentes para lidar com as dificuldades da vida e por isso mesmo com maior disponibilidade para usufruir de seus aspectos lúdicos e agradáveis.
A maturidade emocional é adquirida quando começamos a prestar mais atenção ao que sentimos e a desenvolver mais nossas competências emocionais. Aprender a nos conhecer e a reconhecer o que nos tira do sério, ou o que desperta em nós medos, pânico e desespero, nos dá a possibilidade de ter o controle da nossa vida em nossas mãos novamente.
A maturidade emocional tem muito a ver com o que, hoje em dia, se chama de inteligência emocional (I.E.): competência para se relacionar com pessoas em todos os ambientes, habilidade para evitar conflitos desnecessários e até mesmo tentar harmonizar interesses e agir sempre em prol da construção de um clima positivo e agradável nos ambientes que frequenta. Assim, a pessoa mais amadurecida busca também a evolução moral, condição que a leva a agir de modo equânime, atribuindo a si e aos outros direitos e deveres iguais.
Aqui estão algumas características das pessoas emocionalmente maduras.
1. Na sua vida, você busca um sentido que te dê um senso de pertinência e humanidade, e não somente de interesse próprio? Enriquecer sua vida e a vida de outras pessoas tem um profundo significado de retorno e gratificação que só está disponível na maturidade emocional.
2. Você sabe qual é sua missão de vida? Buscar sua missão de vida vai lhe ajudar a construir sua maturidade emocional e fazer valer a pena lutar pelos objetivos que você deseja alcançar.
3. Aprenda a entender seu funcionamento e pratique a autoaceitação. A autoaceitação não significa que você está de acordo com o que você é. Mas só aceitando os aspectos negativos é que você pode iniciar uma mudança. A autoaceitação é o primeiro passo.
4. Peça a algum amigo(a) dar um feedback gentil de seu comportamento e suas atitudes. Tente se ver com eles lhe veem. Evite ser defensivo nesta hora. Encare a realidade e veja qual o proveito que você pode tirar disso.
5. Em situações de conflito, procure achar uma solução que seja boa para ambos. Se a solução de um problema for boa só para um lado, não será uma boa solução para o relacionamento e nem para a sua vida.
6. Faça uma lista para avaliar seus contatos profissionais e pessoais. Pense sobre cada pessoa desta lista e escreva ao lado quais as pessoas que inspiram o melhor de você e o pior. Procure se relacionar mais com as pessoas que inspiram o melhor em você e tente resolver o pior de você. Aceite isso como uma tarefa de sua responsabilidade para fortalecer seu auto respeito.
7. Para finalizar, competências emocionais se aprendem e se aperfeiçoam em relacionamentos. Portanto, escolha um profissional que você confia para iniciar esta deliciosa aventura que é viver. Afinal, da vida se levam somente os relacionamentos.
Precisamos desenvolver nossa capacidade de rir de nós mesmos, num movimento de aceitação tanto de nossas características boas como das “não tão boas”, para que possamos ter a humildade de tentar superá-las.
Ser feliz, assim como amar, não depende do outro nem de condições externas, só depende de nosso próprio esforço e competência.












