Dicas infalíveis para não sentir mais raiva

Dicas infalíveis para não sentir mais raiva2

Olá pessoal!!

Tem dias que tudo parece estar contra você. É a fila no banco, o farol que fecha quando você está atrasado, o celular que não funciona, o chefe que pega no pé, salário atrasado, conta de energia elétrica, aquela pessoa insuportável do seu trabalho ou da sua turma da faculdade, brigas por pouca coisa no Facebook… Não faltam razões para sentirmos raiva, e você deve ter outros bons exemplos de situações que fazem até a mais zen das criaturas sentir o rosto quente, o coração acelerado e uma vontade praticamente incontrolável de sair gritando pelo mundo.

É quando vem a raiva, um sentimento importante para nos mobilizar para a ação, mas que, em excesso, pode até gerar problemas de saúde.

Acontece que o sentimento de raiva é uma grande cilada. Por mais que a sensação seja aparentemente libertadora, os efeitos da raiva são bastante prejudiciais para a nossa saúde mental e física, e o colunista Eric Barker, da revista Time, resolveu compilar algumas dicas com base em pesquisas neurocientíficas, para que possamos lidar melhor com a raiva que sentimos.

Engolir a raiva não é uma boa ideia

Sabe aquela pessoa que está visivelmente furiosa, cuspindo fogo, mas que se esforça ao máximo para poder dizer que está tudo bem? Não seja essa pessoa. Reprimir sentimentos, mesmo os negativos, nunca é uma boa ideia, no final das contas. A explicação para isso é bastante simples: quando lutamos contra algum sentimento, seja ele qual for, ele fica mais forte.

Barker conta sobre um estudo realizado com diversos voluntários. Enquanto alguns deles foram informados de um acontecimento infeliz e, em seguida, instruídos a não ficarem tristes com isso, outros apenas foram informados sobre a tragédia. Sabe qual grupo de pessoas se sentiu pior? Aquele que foi instruído a não ficar triste.

Outro estudo envolveu pacientes que tinham crises de pânico: eles foram divididos também em dois grupos – um ouvia áudios de relaxamento e o outro, áudios com outros conteúdos que não falavam sobre relaxar. No final das contas, o grupo que ouviu os áudios de relaxamento ficou mais ansioso do que o outro grupo. A conclusão do estudo sugere que pessoas que fazem esforço para evitar a dor são as que demoram mais para, de fato, deixar de sentir a dor.

Para entender melhor, é só perceber que o que traz mais alívio não é segurar o choro, mas chorar de uma vez. O mesmo acontece com a raiva: tentar reprimir esse sentimento vai fazer com que seu cérebro faça uma confusão de sentimentos ruins.

O que é bastante curioso também nesse sentido é que algumas pesquisas comportamentais já mostraram que “engolir” a raiva não apenas faz mal à pessoa que está tentando não ter esse sentimento, mas afeta a forma como aqueles ao redor dela a enxergam. Suprimir a raiva faz com que as outras pessoas gostem menos de você.

Tudo o que falamos até aqui ainda não é suficiente? Então saiba que lutar contra seus sentimentos é algo que usa muito a sua força de vontade. Depois disso, é bem possível que você tome atitudes das quais venha a se arrepender no futuro. E aí você talvez esteja pensando que a forma ideal de lidar com o sentimento de raiva seja descarregá-la de alguma forma, certo? Errado.

Descarregar a raiva também não é uma boa ideia

Não interessa se você é do tipo que dá um milhão de socos no travesseiro ou se desconta toda a sua raiva no seu melhor amigo. Isso não é nunca uma boa ideia. Assim como a supressão do sentimento, o extravasar dele também só o deixa mais intenso.

A questão aqui tem a ver com a ideia de que extravasar é estar completamente focado em uma emoção negativa, o que, logicamente, só deixa essa emoção maior. Pois é: sentir raiva é realmente uma cilada.

O que funciona mesmo é buscar algum tipo de distração. Pense assim: seu cérebro tem recursos limitados e consegue se concentrar totalmente bem em apenas uma tarefa de cada vez. Focar sua atenção em outras coisas vai dar menos espaço para que seu cérebro fique remoendo coisas ruins. Nesse sentido, aposte em joguinhos, problemas de matemática, leituras de quadrinhos e qualquer coisa que tire a sua atenção daquilo que despertou a sua ira.

Existe um teste famoso, que avaliou a capacidade de resistência de algumas crianças. Elas ficavam em uma sala com um marshmallow, e se aguentassem ficar sem comê-lo, ganhariam outro doce como recompensa. Adivinha só? As crianças que esperaram foram as que tiveram as melhores notas na escola e mais sucesso em suas vidas adultas.

Um dos responsáveis pelo estudo, Walter Mischel, explica que as crianças que resistiram à tentação do marshmallow foram estimuladas a se distraírem. Não foi, portanto, uma resistência com base apenas em aspectos de força de vontade – pelo contrário: elas cantaram musiquinhas, fizeram caretas, brincaram com o que tinha no ambiente e resistiram ao doce simplesmente porque esqueceram que ele estava ali.

Em alguns momentos, no entanto, é difícil distrair a atenção da raiva e focar em outra coisa, especialmente se essa raiva tem a ver com outra pessoa, se ela é provocada por alguma discussão ou algo do gênero. E aí entra outra chave importante dessa questão: a reavaliação.

raiva

Reavaliação?

Exatamente. Imagine que alguém está gritando com você, apontando o dedo para a sua cara e dizendo coisas absurdas a seu respeito. O primeiro impulso, naturalmente, é reagir na defensiva, com os nervos à flor da pele.

E se essa pessoa que está gritando com você tiver acabado de perder a mãe em um acidente de carro? E se ela estiver com problemas sérios em casa, devido à doença grave do filho? Não só é possível que você sinta menos raiva dela como é até bem provável que você tenha compaixão dessa mesma pessoa.

A situação de conflito é a mesma. A pessoa é a mesma que está gritando com você e, ainda assim, sua reação diante dela pode ter mudado. O pesquisador Albert Ellis, que uma vez falou que não nos frustramos pelo que acontece, mas por causa do que acreditamos, pode explicar bem por que essa mudança ocorre.

Pesquisas nessa área chegaram à conclusão de que uma boa forma de lidar com alguém que age com agressividade é pensar: “isso não tem nada a ver comigo, essa pessoa deve estar em um dia ruim”. Barker resume essa questão de uma forma bastante interessante e lógica: “Quando você muda suas crenças com relação a uma situação, seu cérebro muda as emoções que você sente”. Se pensarmos bem, é possível usar essa lógica em outras áreas da nossa vida, e não apenas nas que têm relação com o sentimento de raiva.

Em um experimento de reavaliação, um grupo de participantes viu fotos de pessoas chorando ao lado de fora de uma igreja, o que obviamente traz a ideia de que algo triste aconteceu. Em seguida, eles foram orientados a imaginar que, na verdade, as pessoas daquela foto estavam chorando de emoção depois de acompanhar uma cerimônia de casamento. No momento em que os participantes reavaliaram a situação, as emoções que eles sentiam também mudaram.

Já que nossas emoções estão diretamente ligadas à percepção do mundo e das pessoas ao nosso redor, mudar essa percepção é uma forma de mudar nossas respostas emocionais. Essa questão da reavaliação, que nada mais é do que buscar enxergar coisas, diálogos e situações a partir de outros pontos de vista, é um exercício ótimo também para quem tem problemas relacionados à ansiedade.

Todo esse mecanismo vem sendo estudado e confirmado por cientistas comportamentais de todo o mundo. Eles já conseguiram comprovar que há mudança de atividade cerebral em indivíduos que reavaliam suas posturas diante de estímulos negativos. Por meio de exames de ressonância magnética funcional é que se consegue mapear as mudanças nas atividades cerebrais desses indivíduos.

Já se sabe, também, que pessoas que conseguem fazer esse exercício de reavaliar situações costumam ter relações mais estreitas com seus amigos, falam melhor sobre as próprias emoções e, inclusive, têm relacionamentos amorosos de melhor qualidade.

A reavaliação é comprovadamente um meio de melhorar sua força de vontade, de diminuir as chances de tomar atitudes erradas que possam provocar arrependimentos futuros e, inclusive, de se comportar de forma mais bem adequada em momentos de tensão.

A verdade é que fazemos reavaliações o tempo todo, mas geralmente na direção errada. Quando alguém age com agressividade, tendemos a pensar que essa pessoa está querendo nos atingir e, bem, na maioria das vezes, o problema não tem nada a ver conosco. Pensar dessa forma é até um pouco libertador, você não concorda?

Pitaco:  Como diz o velho ditado: Segurando a raiva é como beber veneno e esperar que a outra pessoa morra. Então lembre-se: “Eles estão apenas tendo um dia ruim.”

O que você faz quando está com raiva? 

Fonte: Time/Eric Barker

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Sobre Pitacos e Achados

Olá! Sou a Pitaquinha. Profissional apaixonada pelo que faz. Sou romântica, sonhadora, sensível, sincera e persistente. Aproveito e agradeço todos os momentos da minha vida. Quero continuar ensinando e aprendendo sempre.
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43 respostas para Dicas infalíveis para não sentir mais raiva

  1. Juju Bela disse:

    Ótimas dicas. Essa época do ano é muito estressante, e a raiva vem fácil.
    Aprendi como lidar com ela agora. Valeu Pitaquinha Bjinhos

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  2. Muito bom!! Post sensacional.

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  3. Sempre Alerta disse:

    Precisamos reavaliar sempre. Gostei, vou repassar para algumas pessoas do meu trabalho. Bjão

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  4. Saltibum disse:

    Engolir minha raiva é o que eu mais faço. Boas dicas.
    Boa semana Pitaquinha 😉

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  5. Eu fui em uma palestra cujo tema era “Não desista de você”, aprendi que quando ficamos com raiva porque alguém, por exemplo, nos traiu, estamos desistindo de nós, porque quem errou foi o outro e não eu, se alguém tem que se sentir mau é o outro. Eu devo reavaliar e perceber que me livrei de alguém que não me merecia, ou seja, olhando para o ponto positivo que é onde você não desiste de você, você acaba se sentindo melhor e se preocupando mais com coisas realmente mais importantes, o fato de nunca desistir de você mesmo.

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  6. Srtabrito disse:

    hahaha! não esqueço mais dessas dicas. bjs

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  7. Quando sinto raiva, procuro orar e meditar. Claro quê, caso alguém perturbe a minha contemplação em busca da paz, descobrirá que estarei devidamente armado.

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  8. Pingback: LINKS PARA UMA VIDA MELHOR | Pensei que nunca amaria novamente até te encontrar e perceber que nunca havia amado antes!

  9. miuist disse:

    Ótimas dicas! 😉

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  10. Apesar de não ser fácil, tentar entender o outro com certeza é a melhor forma de lidar com a raiva. Quando com raiva procuro não tomar nenhuma atitude naquele momento, é melhor deixar esfriar e pensar melhor.

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  11. patytorrao disse:

    É muiito difícil me tirar do sério mas tem coisas que, realmente, são mais fortes.
    O método de reavaliar é muito importante, já tomei algumas atitudes sem pensar com calma e me arrependi depois, mas a maturidade ajuda bastante né Pitaquinha
    A gente vai aprendendo que tem que respirar bem fundo, esperar um pouco e aí seguir em frente e tomar a decisão .
    Bjooos

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  12. Fadabela disse:

    O que eu não consigo controlar é um dedo apontado pra mim.
    Mas, tento respirar e viajar na imaginação… Adorei. *.*

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  13. Paco disse:

    Era tudo o que eu precisava pois a coisa tá feiiiiaaaa.
    Muito obrigada pelas dicas. Bjs

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  14. Nossa, vou tentar esse método, viu? Eu percebo que eu fico com mais raiva da pessoa que mais amo: meu marido. Às vezes ele faz coisas que me irritam e acabo explodindo, e isso me deixa muito frustrada comigo mesma, porque quando uma pessoa que eu não dou importância me irrita eu penso isso: ah, ela que tem problemas… Mas inconscientemente já fiz isso de desviar a atenção e consegui resolver a questão sem explodir, agora vou prestar mais atenção e vou ver como vou reagir da próxima vez! bjs!

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  15. Lari Reis disse:

    Dicas e explicações interessantes.
    Eu não sinto raiva com frequência. Talvez por, como percebi, seguir essas dicas quase que naturalmente. Às vezes, porém, eu falho. Agora, sabendo conscientemente dessas dicas, vou lembrar de segui-las também quando não vierem a mim de forma natural, rs.
    Ficou meio confuso o que disse, mas dá pra entender :p

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  16. Este ano tem sido muito complicado para mim. Parece que tudo anda ao contrário. Estragaram-me trabalhos, as colegas falam pelas costas (bem quase todas), ignoram-se diariamente, fui a única do serviço a não ser convidada para uma inauguração. E isso já dura há anos.
    Poderão perguntar o que fiz eu? Digamos que sou um pouco exigente no trabalho. Gosto de me dedicar à causa e por isso incomodo algumas pessoas.
    Não sinto contudo raiva por ninguém. Penso que a energia negativa gera energia negativa e mais cedo ou mais tarde faz ricochete. É claro que me incomoda saber que sou transparente mas há mais vida para além do trabalho. Há pessoas que me amam, que valem por todas as que não me dizem nada e com as quais não aprendo nada.
    Eu sei que tudo tem a sua razão de ser. Passar por todas essas provações, apesar de não perceber porquê agora, servirá concerteza para o meu crescimento interior.
    É preciso descer do pedestal, limpar o espírito para ultrapassar a dor. Eu estou quase lá!

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    • Menina, fiquei emocionada. Concordo que tudo que vai volta. No momento eu começo a orar e pensar que realmente ela está em um péssimo dia. Muitas pessoas nos amam é e isso que importa mesmo. Bjs lindona e um ótimo dia!

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  17. Gostei bastante do post, ótimas dicas!

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  18. Zezinha disse:

    Ótimo post, repassando para várias pessoas! Bjocas

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  19. WLD disse:

    Post interessantíssimo. Cheio de informação precisa. Muito bom mesmo. Abraço.

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  20. vileite disse:

    Ótimas dicas !

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  21. Realmente muitas vezes não é fácil controlar, mas essas dicas ajudam bastante. Adorei. 🙂

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