Viroses de Verão: Sintomas, Tratamento e Como se Proteger

Com o calor e o Carnaval, aumentam as viroses de verão. Veja sintomas, causas, tratamento, hidratação correta e como se prevenir.

Com a chegada do verão e do Carnaval, aumentam também os casos das chamadas “viroses de verão”. Esses quadros, marcados principalmente por sintomas gastrointestinais, podem transformar dias de descanso e alegria em momentos de mal-estar. Entenda por que essas doenças são mais comuns no calor, como se proteger e o que fazer para se recuperar mais rápido. 

Por que o verão é a estação das viroses gastrointestinais? 

O termo “virose” é amplo e se refere a qualquer doença causada por um vírus. No contexto do verão, porém, ele costuma descrever as gastroenterites virais – inflamações do trato gastrointestinal. A principal razão para o aumento desses casos na estação mais quente está diretamente ligada ao calor e aos nossos hábitos: 

1. Deterioração mais rápida dos alimentos: As altas temperaturas criam o ambiente perfeito para a proliferação de micro-organismos. Alimentos mal conservados, deixados fora da refrigeração (como em praias ou piqueniques), tornam-se focos de contaminação. 

2. Mudanças na rotina e nos cuidados: Em viagens e passeios, é comum baixarmos a guarda. Consumimos comida de quiosques ou ambulantes onde o manuseio e o armazenamento podem não ser ideais, e até o gelo das bebidas pode ser feito com água contaminada. 

3. Agitação e alta rotatividade: O aumento do fluxo de pessoas em destinos turísticos sobrecarrega a infraestrutura local, incluindo o tratamento de esgoto. Banhar-se em água do mar ou de piscinas contaminadas é uma via de transmissão relevante. 

Sintomas: como saber se é uma virose de verão? 

Os sinais clássicos surgem de forma súbita e incluem: 

  • Diarreia aquosa 
  • Náuseas e vômitos 
  • Dor abdominal e cólicas 
  • Febre baixa (em alguns casos) 

Além desses, podem aparecer mal-estar geral, fadiga, perda de apetite, calafrios e dor de cabeça. O maior risco, especialmente em crianças e idosos, é a desidratação, identificada por boca seca, sede excessiva, tontura e redução da urina. 

Tratamento 

Não existe um medicamento antiviral específico para a maioria dessas gastroenterites. O tratamento é de suporte, ou seja, visa aliviar os sintomas e ajudar o corpo a combater o vírus naturalmente. 

  • Hidratação é a regra de ouro: A prioridade absoluta é repor líquidos e sais minerais perdidos. A solução mais indicada é o soro caseiro (1 litro de água filtrada + 1 colher de sopa rasa de açúcar + 1 colher de café rasa de sal) ou sais de reidratação oral vendidos em farmácias. Beba em pequenos goles, constantemente. Água de coco também é uma boa opção. 
  • Dieta leve e de fácil digestão: Conforme o apetite voltar, prefira alimentos como arroz branco cozido, macarrão simples, batata, carnes magras grelhadas, frutas como banana e maçã (sem casca). Evite laticínios, alimentos gordurosos, frituras, condimentos fortes e bebidas açucaradas. 
  • Medicamentos apenas com orientação médica: Remédios para parar a diarreia (como os à base de loperamida) nem sempre são indicados, pois podem prender a infecção no organismo. Antitérmicos podem ser usados para a febre. Nunca se automedique, especialmente em crianças. Procure um médico se os sintomas forem intensos ou persistirem. 

Prevenção 

Com hábitos simples, é possível reduzir drasticamente o risco de contaminação: 

  • Higiene das mãos: Lave as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente antes de comer e depois de usar o banheiro. Na rua, use álcool em gel 70%. 
  • Cuidado redobrado com alimentos e água: Em ambientes fora de casa, prefira alimentos bem cozidos e servidos ainda quentes. Evite maionese caseira, alimentos crus (saladas, frutas com casca que não podem ser lavadas por você), e carne mal passada. Consuma apenas água potável (engarrafada ou filtrada) e desconfie do gelo. 
  • No lar, se alguém adoecer: A gastroenterite viral é altamente contagiosa. Mantenha o paciente em repouso, com seus próprios talheres, copos e toalhas. Limpe superfícies e banheiros com água sanitária diluída e lave as mãos com frequência. 

Perguntas frequentes sobre viroses de verão 

Quanto tempo dura? Em geral, os sintomas mais agudos duram de 1 a 3 dias, com melhora completa em até uma semana. A duração depende do vírus e do estado imunológico de cada pessoa. 

Quando procurar um médico? Procure atendimento em casos de: desidratação grave (moleira funda em bebês, prostração), vômitos incontroláveis que impedem a ingestão de líquidos, sangue nas fezes, febre alta persistente ou se os sintomas não começarem a melhorar após 48 horas. 

É possível pegar mais de uma vez? Sim. Existem diversos vírus que causam gastroenterite (como norovírus e rotavírus), e a infecção por um não garante imunidade contra os outros. 

Aproveitar o verão com saúde é possível. Basta aliar a diversão à consciência, adotando medidas preventivas simples. Se os sintomas aparecerem, lembre-se: repouso, hidratação constante e alimentação cuidadosa são os pilares para uma recuperação tranquila. 

Fonte: drogaraia

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